- O senador Flávio Bolsonaro pediu a reversão da demissão de Washington Reis da Secretaria de Transportes do Rio de Janeiro.
- A exoneração foi determinada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, que estava no exercício do governo.
- Bacellar ameaçou desistir da candidatura ao governo se sua autoridade for desrespeitada pelo atual governador, Cláudio Castro.
- Flávio Bolsonaro destacou a importância de Reis para a união do grupo político e pediu reconsideração da exoneração.
- A situação é complicada pela inelegibilidade de Reis, que precisa de uma decisão favorável do Supremo Tribunal Federal para concorrer em 2026.
A política fluminense vive um momento de intensa movimentação com as eleições de 2026 se aproximando. Nesta terça-feira, 8, o senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu a reversão da demissão de Washington Reis (MDB) da Secretaria de Transportes. A exoneração foi determinada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), que estava no exercício do governo.
Bacellar, por sua vez, reafirmou sua posição e ameaçou desistir da candidatura ao governo caso sua autoridade seja desrespeitada por Cláudio Castro (PL), atual governador. A tensão entre os dois expõe a disputa interna no bolsonarismo fluminense, onde ambos buscam se firmar como herdeiros políticos do clã.
Flávio Bolsonaro destacou a importância de Reis, afirmando que sua liderança é crucial para a união do grupo. “O Rio de Janeiro precisa de equilíbrio e união”, disse ele, sugerindo que o governador ou Bacellar reconsiderem a exoneração. A decisão de Bacellar de demitir Reis ocorreu enquanto Castro estava em viagem a Portugal, e o governador ainda não se manifestou sobre o impasse.
Disputa pelo Poder
A relação entre a família Bolsonaro e os Reis é histórica, com o grupo de Washington tendo apoiado fortemente Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais. A movimentação atual, que inclui um almoço entre Bacellar e Flávio em Búzios, indica que Reis ainda mantém prestígio no núcleo bolsonarista.
A situação se complica ainda mais pela inelegibilidade de Reis, que precisa ser revertida no Supremo Tribunal Federal para que ele possa concorrer em 2026. O cenário político no Rio de Janeiro continua a se desenrolar, com novas reviravoltas a cada dia.
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