- Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniram com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em Brasília, no dia oito de agosto.
- O encontro teve como objetivo discutir o impasse sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a tensão entre o Congresso e o governo.
- O Congresso já havia derrubado um decreto do governo Lula que propunha o aumento das alíquotas do IOF, levando o governo a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
- O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a validade do decreto e convocou uma audiência de conciliação para o dia quinze de agosto.
- A reunião também abordou uma medida provisória para revisar “jabutis” na lei das eólicas offshore, incluindo a prorrogação de contratos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).
BRASÍLIA – Na noite desta terça-feira, 8, os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniram com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para discutir o impasse sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O encontro ocorreu na residência oficial da Câmara e visa encontrar uma solução para a tensão entre o Congresso e o Palácio do Planalto.
Os líderes do Congresso foram fundamentais na derrubada do decreto do governo Lula que propunha o aumento das alíquotas do IOF. O governo, por sua vez, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter essa decisão. O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a validade do decreto e convocou uma audiência de conciliação para o dia 15 de agosto, buscando pacificar as relações entre os Poderes.
Medida Provisória em Discussão
Além do IOF, a reunião também abordou uma medida provisória que visa revisar os chamados “jabutis” na lei das eólicas offshore. Esses jabutis são trechos de projetos que não têm relação com o tema central e incluem questões como a contratação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e a prorrogação de contratos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).
O governo pretende discutir alternativas, como a extensão dos contratos do Proinfa por dez anos, ao invés dos 20 anos inicialmente propostos, e a redução da contratação compulsória de termelétricas. Essas medidas visam ajustar a legislação e atender às demandas do setor energético, que enfrenta críticas e desafios.
A reunião reflete a necessidade de diálogo entre o governo e o Congresso, especialmente em um momento em que apoiadores do presidente Lula expressam descontentamento com a atuação do Legislativo, utilizando termos como “Congresso da mamata” nas redes sociais.
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