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Juíza mantém andamento do caso Melhem e agenda nova audiência

Justiça do Rio de Janeiro avança com denúncia de assédio sexual contra Marcius Melhem, agendando audiências para agosto.

Marcius Melhem, ex-diretor de humor da TV Globo (Foto: Reprodução/Record)
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  • A Justiça do Rio de Janeiro decidiu não arquivar a denúncia contra Marcius Melhem, ex-diretor de humor da TV Globo.
  • Audiências foram agendadas para a primeira semana de agosto.
  • Melhem é acusado de assédio sexual por três mulheres, incluindo duas atrizes e uma editora de imagem.
  • A juíza Juliana Benevides de Barros Araújo afirmou que há indícios suficientes para prosseguir com a ação.
  • O promotor Luís Augusto Soares de Andrade havia solicitado o arquivamento, mas a juíza destacou a existência de justa causa para o processo.

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu não arquivar a denúncia contra Marcius Melhem, ex-diretor de humor da TV Globo, e agendou audiências para a primeira semana de agosto. Ele é acusado de assédio sexual por três mulheres, incluindo duas atrizes e uma editora de imagem, durante seu tempo na emissora.

A juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, responsável pelo caso, afirmou que existem indícios suficientes para o prosseguimento da ação. O pedido de arquivamento foi feito pelo promotor Luís Augusto Soares de Andrade, que alegou “inexistência de justa causa”. No entanto, a juíza destacou que há justa causa para seguir com o processo.

As acusações incluem relatos de que Melhem se aproveitou de sua posição hierárquica para se aproximar das vítimas com a intenção de obter favores sexuais. As mulheres mencionaram que ele se apresentava como “chefe protetor e amigo”, enquanto fazia piadas sexualizadas. Em uma das mensagens, Melhem afirmou: “Pagarei essa entrega com noites selvagens de sexo”, ao que uma das mulheres respondeu com um emoji de gargalhada.

O promotor Andrade, em seu relatório, apontou inconsistências nas declarações das vítimas, questionando a veracidade das interações e a forma como elas reagiram às investidas. Ele argumentou que não se pode considerar que uma vítima de assédio responda com risos e emojis de carinho. O caso segue em segredo de Justiça, e tanto Melhem quanto as mulheres que o acusam não comentaram a decisão.

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