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MP Eleitoral pede suspensão de direitos políticos de Nikolas Ferreira por vídeo polêmico

Ministério Público Eleitoral denuncia Nikolas Ferreira e aliados por difamação e pede suspensão de direitos políticos e indenização.

Deputado Nikolas Ferreira (de verde) ao lado de Bruno Engler, em atividade da campanha eleitoral de 2024 em Belo Horizonte (Foto: Luísa Marzullo/Agência O Globo)
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  • O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais denunciou o deputado federal Nikolas Ferreira e aliados por difamação contra o falecido prefeito Fuad Noman durante a campanha de 2024.
  • A denúncia pede a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos e indenização por danos morais, com valores destinados a instituições de caridade.
  • Ferreira e outros, como o deputado estadual Bruno Engler e a deputada estadual Delegada Sheila, teriam disseminado informações falsas sobre o livro Cobiça, escrito por Noman.
  • O MP destacou que os vídeos de Ferreira e Engler continham distorções sobre a obra, insinuando apoio a práticas ilícitas.
  • A Justiça já havia determinado a remoção de conteúdos considerados desinformativos, e os denunciados não se manifestaram sobre as acusações.

O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais denunciou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e aliados por difamação contra o falecido prefeito Fuad Noman (PSD) durante a campanha de 2024. A denúncia, apresentada nesta terça-feira, pede a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos e indenização por danos morais, com valores destinados a instituições de caridade, conforme a família de Noman.

Os acusados, incluindo o deputado estadual Bruno Engler (PL) e a deputada estadual Delegada Sheila (PL-MG), teriam disseminado informações falsas sobre o livro Cobiça, escrito por Noman em 2020. O MP argumenta que os vídeos publicados por Ferreira e Engler continham ataques que distorciam o conteúdo da obra, insinuando que a gestão de Noman apoiava práticas ilícitas.

Em um dos vídeos, Ferreira chamou o livro de “pornográfico” e fez uma conexão leviana entre a ficção e a realidade, afirmando que “o problema é quando a ficção vira a realidade”. O MP destacou que essa conduta foi realizada mesmo após a Justiça Eleitoral determinar a remoção do conteúdo, evidenciando desobediência às ordens judiciais.

Consequências Legais

Além da suspensão dos direitos políticos, a denúncia inclui a necessidade de reparação por danos morais. O promotor Renato Augusto de Mendonça enfatizou que a persistência na divulgação de informações falsas demonstra dolo e a intenção de propagar desinformação na véspera das eleições.

A Justiça já havia identificado irregularidades na campanha, resultando na suspensão de propagandas e na concessão de direito de resposta a Noman. O juiz Adriano Zocche determinou a retirada de vídeos que continham desinformação, reforçando a necessidade de um debate eleitoral mais ético.

Os ataques de Engler e Ferreira foram amplamente contestados, e a Justiça tomou medidas para coibir a disseminação de informações caluniosas. Até o momento, os denunciados não se manifestaram sobre as acusações.

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