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Polícia Civil apura caso de PM filmado atirando em homem algemado no Rio Grande do Sul

Polícia Civil reabre investigação sobre disparo de policial militar contra homem algemado, após envio de vídeo ao Ministério Público.

Viatura da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Civil do Rio Grande do Sul reabriu a investigação sobre um policial militar que disparou contra um homem em Bom Jesus.
  • O incidente ocorreu em quatro de março, quando a vítima estava algemada e sob custódia.
  • A gravação do ocorrido foi enviada ao Ministério Público em junho, resultando na reavaliação do caso, que já havia sido encerrado.
  • Os policiais envolvidos foram afastados e a nova investigação inclui a perícia do vídeo e das armas utilizadas.
  • A defesa do policial que disparou afirma que está colaborando com a investigação e que as provas devem esclarecer os fatos.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul reabriu a investigação sobre um policial militar que disparou contra Geovane Matias Maciel, um homem de 19 anos, em Bom Jesus. O incidente ocorreu em 4 de março, quando Maciel estava algemado e sob custódia. A gravação do momento, enviada ao Ministério Público em junho, levou à reavaliação do caso, que já havia sido encerrado.

Os policiais envolvidos foram afastados de suas funções na Organização Policial Militar (OPM) de Bom Jesus. A nova investigação inclui a perícia do vídeo e das armas utilizadas. Segundo a Polícia Civil, o primeiro inquérito foi enviado à Justiça dentro do prazo legal, mas os depoimentos de quatro policiais e uma testemunha indicaram que Maciel teria resistido à prisão e atacado um agente com uma faca.

No entanto, o vídeo mostra que Maciel já estava detido no momento dos disparos. Ele possuía um mandado de prisão preventiva por violência contra a ex-companheira e era suspeito de incêndio e furto. A defesa do policial que disparou afirmou estar colaborando com a investigação e que a prova coletada deve esclarecer os fatos.

Os advogados dos outros policiais envolvidos ressaltaram que a gravação representa apenas um recorte de uma ocorrência complexa, que se estendeu por cinco dias e envolveu diversos crimes. Eles alegam que os policiais não efetuaram disparos e foram pegos de surpresa pela dinâmica da situação. A investigação continua em andamento, com diligências em curso para esclarecer todos os aspectos do caso.

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