- O projeto de lei que cria o primeiro regulador independente do futebol inglês foi aprovado na Câmara dos Comuns com 415 votos a favor e 98 contra.
- A proposta aguarda sanção real para se tornar lei antes do recesso de verão do Parlamento, que começa em 22 de julho.
- A Secretária de Estado para Cultura, Mídia e Esporte, Lisa Nandy, afirmou que a legislação visa proteger torcedores de proprietários irresponsáveis, citando falências de clubes como Bury e Macclesfield.
- O deputado conservador Louie French criticou a iniciativa, alegando que o regulador pode prejudicar a saúde financeira do futebol e questionou a escolha do presidente do regulador, David Kogan.
- Emendas para liberar o consumo de álcool em estádios e transmitir jogos da Premier League em canais abertos foram rejeitadas.
O projeto de lei que estabelece o primeiro regulador independente do futebol inglês foi aprovado na Câmara dos Comuns com uma votação expressiva de 415 votos a favor e 98 contra. A proposta agora aguarda a sanção real para se tornar lei, o que deve ocorrer antes do recesso de verão do Parlamento, que começa em 22 de julho.
Durante a discussão, a Secretária de Estado para Cultura, Mídia e Esporte, Lisa Nandy, enfatizou que os torcedores esperaram tempo demais por uma proteção adequada contra proprietários irresponsáveis. Ela destacou que a legislação é uma resposta a casos de clubes que faliram, como Bury e Macclesfield, e outros que enfrentam dificuldades financeiras, como Wigan e Derby.
A aprovação do projeto não foi isenta de controvérsias. O deputado conservador Louie French criticou a iniciativa, alegando que o regulador poderia comprometer a saúde financeira do futebol ao introduzir uma burocracia excessiva. Ele também questionou a escolha de David Kogan, um executivo de mídia, para presidir o regulador, chamando-o de “crony” do governo. Nandy rebateu, afirmando que a lista de candidatos foi herdada do governo anterior e incluiu até mesmo doadores do Partido Conservador.
Além disso, propostas de emendas foram discutidas, como a liberação do consumo de álcool em estádios e a transmissão de jogos da Premier League em canais abertos. Ambas as emendas foram rejeitadas, com a primeira sendo derrotada por 338 votos a 178 e a segunda por 340 a 86. O governo, embora tenha apoiado a ideia de um teste para a venda de álcool, não se comprometeu com a emenda.
Com a aprovação do projeto, o governo espera que a nova estrutura regulatória traga maior segurança e estabilidade ao futebol inglês, um setor que tem enfrentado desafios significativos nos últimos anos.
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