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Sobreviventes do massacre de Srebrenica enfrentam 30 anos de dor e memória

Mulheres sobreviventes de Srebrenica lutam por justiça e memória, com 90% dos desaparecidos já identificados e enterrados.

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  • Três décadas após o massacre de Srebrenica, mulheres sobreviventes ainda buscam justiça e enterram seus entes queridos.
  • O massacre, ocorrido em julho de 1995, resultou na morte de mais de 8.000 homens e meninos muçulmanos bósnios.
  • Cerca de 90% dos desaparecidos já foram identificados, e os esforços para localizar os corpos continuam.
  • Mais de 6.700 corpos foram encontrados e reenterrados no cemitério memorial inaugurado em 2003.
  • O massacre foi reconhecido como genocídio por tribunais da Organização das Nações Unidas (ONU), levando à condenação de vários oficiais sérvios.

Três décadas após o massacre de Srebrenica, mulheres sobreviventes continuam a buscar justiça e a enterrar seus entes queridos. O massacre, que ocorreu em julho de 1995, resultou na morte de mais de 8.000 homens e meninos muçulmanos bósnios, sendo considerado um dos piores crimes de guerra da Europa pós-Segunda Guerra Mundial.

As mulheres que perderam seus familiares durante o massacre encontram algum consolo ao conseguir desenterrar os restos mortais de seus entes queridos de valas comuns e enterrá-los individualmente no cemitério memorial da cidade. Cerca de 90% dos desaparecidos já foram identificados, e os esforços para localizar os corpos continuam. Fadila Efendic, de 74 anos, que perdeu seu marido e filho, expressa que a proximidade dos túmulos traz paz, mesmo diante da dor.

O massacre de Srebrenica foi o ápice da guerra da Bósnia, que ocorreu entre 1992 e 1995, após a desintegração da Iugoslávia. Em 11 de julho de 1995, forças sérvias invadiram Srebrenica, uma área protegida pela ONU, separando homens e meninos de suas famílias e executando-os. As mulheres e crianças foram forçadas a deixar a cidade em ônibus.

Até hoje, mais de 6.700 corpos foram encontrados e reenterrados no cemitério memorial, inaugurado em 2003. As sobreviventes, como Kada Hotic, que perdeu 58 membros da família, afirmam que a luta pela memória dos mortos é uma forma de resistência. O massacre foi reconhecido como genocídio por tribunais da ONU, levando à condenação de vários oficiais sérvios.

As mulheres que vivenciaram essa tragédia continuam a lidar com a dor da perda. Elas frequentemente olham para fotos e objetos que lembram suas vidas antes do massacre. A luta pela verdade e pela justiça permanece viva, enquanto elas se esforçam para manter a memória de seus entes queridos e garantir que o que aconteceu em Srebrenica não seja esquecido.

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