- A subprefeitura da Lapa, liderada pelo Coronel Telhada, publicou uma mensagem nas redes sociais exaltando a Polícia Militar durante a ditadura militar, especialmente nas décadas de 1970 e 1980.
- A postagem elogiava a repressão e a viatura Chevrolet Veraneio, gerando críticas que levaram à sua remoção.
- A mensagem insinuava que a lei era respeitada na época, o que é contestado por muitos, considerando o papel da PM na repressão política, conforme relatórios da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo.
- Coronel Telhada, ex-comandante da Rota, já havia manifestado apreço por esse período e propôs homenagens à Rota em 2013.
- O UOL questionou a subprefeitura sobre a remoção do post, mas não obteve resposta oficial até o momento.
A subprefeitura da Lapa, sob a direção do Coronel Telhada, gerou polêmica ao publicar uma mensagem nas redes sociais que exalta a atuação da Polícia Militar durante a ditadura militar, especificamente nas décadas de 1970 e 1980. A postagem, que elogiava a repressão e a figura da viatura Chevrolet Veraneio, foi rapidamente alvo de críticas, levando à sua remoção.
A mensagem destacava que, na época, “sem a carteira profissional, ou documento de identidade, não valia”, insinuando que a lei era respeitada e que os criminosos temiam a polícia. Essa visão é contestada por muitos, especialmente considerando o papel da PM na repressão política, conforme documentado por relatórios da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo. O órgão apontou que a PM teve um papel significativo na repressão e tortura durante o regime militar.
Coronel Telhada, que antes de sua carreira política foi comandante da Rota, já havia manifestado em entrevistas que guarda “boas recordações” desse período. Em 2013, enquanto vereador, ele propôs homenagens à Rota, destacando suas ações durante a ditadura. A recente publicação da subprefeitura reavivou debates sobre a glorificação de práticas repressivas e a necessidade de um olhar crítico sobre a história.
Após a remoção do post, o UOL questionou a subprefeitura sobre o ocorrido, mas até o momento não houve resposta oficial. A situação evidencia a tensão entre a memória histórica e a atualidade, refletindo a complexidade do legado da Polícia Militar no Brasil.
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