- O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) revogou a liminar que havia libertado o ex-secretário da Polícia Civil, Allan Turnowski.
- A decisão determina seu retorno à prisão após evidências de sua atuação como agente duplo em esquemas de corrupção relacionados ao jogo do bicho.
- Turnowski foi preso em setembro de 2022 e libertado em junho de 2023 por decisão do desembargador Marcius da Costa Ferreira.
- O ex-secretário é acusado de colaborar com contraventores, incluindo Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio, assassinado em 2020.
- As investigações do Ministério Público indicam que Turnowski manipulava informações em favor de organizações criminosas.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, nesta terça-feira, revogar a liminar que havia libertado o ex-secretário da Polícia Civil, Allan Turnowski. A medida determina seu retorno à prisão, após a análise de evidências que indicam sua atuação como agente duplo em esquemas de corrupção relacionados ao jogo do bicho.
Turnowski, que foi preso em setembro de 2022, havia deixado a Cadeia Pública Constantino Cokotós em junho de 2023, após uma decisão favorável do desembargador Marcius da Costa Ferreira. No entanto, o julgamento de mérito realizado hoje levou à cassação dessa liminar. O ex-chefe da Polícia Civil foi acusado de colaborar com contraventores, incluindo Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio, este último assassinado em 2020.
Contexto das Investigações
As investigações do Ministério Público revelaram que Turnowski atuava em benefício de organizações criminosas, enquanto seu colega, Maurício Demétrio, se alinhava abertamente a um dos lados da guerra entre facções. A denúncia aponta que Turnowski se comportava como um agente duplo, manipulando informações em favor dos contraventores.
O ex-secretário já havia enfrentado problemas com a Justiça anteriormente. Ele foi indiciado por violação de sigilo funcional durante sua gestão, mas o caso foi arquivado por falta de provas. Turnowski também foi envolvido em investigações que resultaram na prisão de 30 policiais civis e militares, destacando a gravidade de sua situação.
Consequências e Repercussões
Durante sua gestão, Turnowski foi responsável por ações polêmicas, como a chacina do Jacarezinho, que resultou na morte de 27 pessoas. Ele deixou o cargo para se candidatar a deputado federal, mas não obteve sucesso nas eleições, recebendo apenas 18 mil votos. A nova prisão de Turnowski levanta questões sobre a corrupção na segurança pública do Rio e a necessidade de uma investigação mais profunda sobre as relações entre policiais e o crime organizado.
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