- Influenciadores Wanda Nara, L-Gante, Flor Vigna e Romina Uhrig devem gravar vídeos sobre os riscos das apostas ilegais.
- A decisão foi tomada pela Justiça argentina após acusações de promoção de plataformas de apostas clandestinas.
- A Promotoria Especializada em Jogos de Azar de Buenos Aires lidera a ação, com o objetivo de conscientizar os seguidores.
- Até agora, cento e dez influenciadores estão sendo investigados, e vinte e sete já assinaram o termo de acordo.
- A medida busca educar e prevenir, com possibilidade de punições mais severas em casos de reincidência.
Wanda Nara, L-Gante, Flor Vigna e Romina Uhrig, influenciadores com milhões de seguidores, foram convocados pela Justiça argentina para gravar vídeos alertando sobre os riscos das apostas ilegais. A decisão foi tomada após a Promotoria Especializada em Jogos de Azar de Buenos Aires, sob a liderança de Juan Rozas, acusá-los de promover plataformas de apostas clandestinas, em violação ao artigo 301 bis do Código Penal.
Como parte de um acordo de reparação integral dos danos, esses influenciadores devem usar suas redes sociais para conscientizar seus seguidores sobre os perigos do jogo clandestino. A medida visa não apenas punir, mas também educar e prevenir, segundo o Procurador-Geral da Cidade, Juan Bautista Mahiques. Ele destacou que a reparação deve ocorrer no mesmo espaço onde o dano foi causado.
Até o momento, 110 influenciadores estão sendo investigados, com 27 já tendo assinado o termo de acordo. As denúncias surgiram de ações da LOTBA S.E. e da Câmara Argentina de Cassinos, além de denúncias individuais. Os influenciadores costumavam promover sites de apostas ilegais, disfarçados como oportunidades de diversão e lucro fácil, levando a promotoria a bloquear mais de 400 sites não autorizados.
A abordagem da promotoria busca uma solução rápida e eficaz para o problema, priorizando a justiça restaurativa. Em casos de reincidência ou investigações em andamento, medidas mais severas poderão ser adotadas, incluindo investigações patrimoniais e confisco de bens. A intenção é transformar a influência digital em uma ferramenta de prevenção contra um negócio ilegal que cresce à sombra da impunidade.
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