- O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, com a Procuradoria-Geral da República pedindo penas que somam 43 anos de prisão.
- Donald Trump criticou o julgamento de Bolsonaro, chamando-o de “caça às bruxas” e anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
- A Polícia Federal (PF) concluiu que Bolsonaro planejou um golpe e editou um decreto para a ruptura institucional.
- O relatório da PF revela que Bolsonaro liderou uma organização criminosa que disseminou desinformação sobre o sistema eleitoral desde 2019.
- Após a derrota nas eleições, Bolsonaro incentivou manifestações golpistas, mas não obteve apoio suficiente para concretizar o golpe.
O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, com a Procuradoria-Geral da República solicitando penas que somam 43 anos de prisão. O julgamento ocorrerá na Primeira Turma do STF.
Recentemente, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o processo, afirmando que o julgamento “não deveria estar acontecendo”. Em uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Trump descreveu a situação como uma “caça às bruxas” que deve ser encerrada. Em resposta, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
A Polícia Federal (PF) concluiu que Bolsonaro planejou um golpe e editou um decreto para a ruptura institucional. O relatório da PF revela que o ex-presidente liderou uma organização criminosa que disseminou desinformação sobre o sistema eleitoral desde 2019, visando criar uma falsa impressão de fraude nas urnas. Os investigadores destacam uma reunião em 5 de julho de 2022, onde membros do governo discutiram estratégias para propagar mentiras sobre o processo eleitoral.
Além disso, a PF identificou que Bolsonaro tinha conhecimento das ações clandestinas do grupo, que buscava a abolição do Estado Democrático de Direito. O relatório menciona um decreto que poderia facilitar a ruptura institucional e a tentativa de impedir a posse de Lula. A PF também apontou que Bolsonaro pressionou os comandantes das Forças Armadas a aderirem ao plano, mas enfrentou resistência.
As investigações revelaram que, após a derrota nas eleições, Bolsonaro incentivou manifestações golpistas, mantendo a esperança entre seus apoiadores de que um golpe poderia ser executado. A PF concluiu que Bolsonaro efetivamente planejou e dirigiu ações que visavam a permanência no cargo, mas não obteve o apoio necessário para consumar o golpe.
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