Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Justiça obriga governo a definir titulação de quilombo na Foz do Amazonas

Justiça Federal exige cronograma de titulação do quilombo Kulumbú do Patuazinho em meio a invasões e destruição de patrimônio.

Quilombolas denunciam invasão a território no Amapá, em meio a avanço de exploração da Foz do Amazonas (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Justiça Federal do Amapá determinou que a União, o Incra e a Fundação Palmares apresentem um cronograma em 30 dias para a titulação do quilombo Kulumbú do Patuazinho, em Oiapoque.
  • A decisão foi tomada devido à urgência da situação, marcada por invasões e ameaças à comunidade, especialmente após a exploração de petróleo na região da Foz do Amazonas.
  • A ação foi movida pela Associação Quilombola Kulumbú do Patuazinho, que denuncia conflitos e destruição de patrimônio.
  • O juiz Pedro Brindeiro destacou a mora administrativa no processo de regularização fundiária, que está em tramitação desde 2011.
  • A decisão judicial exige a comprovação de previsão orçamentária e recursos necessários para a efetivação da titulação, visando evitar o agravamento do conflito.

A Justiça Federal do Amapá determinou que a União, o Incra e a Fundação Palmares apresentem um cronograma em 30 dias para a titulação do quilombo Kulumbú do Patuazinho, localizado em Oiapoque. A decisão, proferida pelo juiz Pedro Brindeiro, destaca a urgência da situação devido a invasões e ameaças enfrentadas pela comunidade, especialmente após a divulgação de exploração de petróleo na região da Foz do Amazonas.

A ação foi movida pela Associação Quilombola Kulumbú do Patuazinho, que relata que a comunidade tem sofrido com conflitos e destruição de patrimônio. O juiz enfatizou que a falta de resolução do processo de regularização fundiária, que tramita no Incra desde 2011, configura mora administrativa. Ele também determinou que seja comprovada a previsão orçamentária e o aporte de recursos necessários para a efetivação da titulação.

A decisão judicial ressalta a necessidade de uma atuação imediata do Estado, sob pena de agravamento do conflito já existente. O juiz mencionou a destruição de bens relacionados a práticas religiosas e os relatos de ameaças sofridas pelos moradores, que clamam por proteção e reconhecimento de seus direitos. A pressão sobre a área, intensificada pela exploração de petróleo, torna a situação ainda mais crítica para a comunidade quilombola.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais