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Médico de Joe Biden se recusa a comentar sobre investigação de lucidez mental

Ex-médico da Casa Branca se recusa a depor sobre saúde mental de Biden, levantando suspeitas de encobrimento sobre seu estado cognitivo.

O ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden conversa com o ex-médico da Casa Branca Kevin O'Connor, nos arredores da residência oficial, em Washington (Foto: Saul Loeb - 28.ago.23/AFP)
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  • O ex-médico da Casa Branca, Kevin O’Connor, se recusou a depor em uma investigação do Congresso sobre a saúde mental do presidente Joe Biden, 82 anos.
  • A recusa ocorreu em 9 de outubro, com base no sigilo médico e na Quinta Emenda da Constituição, que protege contra a autoincriminação.
  • A investigação, conduzida por republicanos, busca esclarecer se Biden e sua equipe ocultaram sinais de comprometimento cognitivo.
  • O deputado James Comer criticou a postura de O’Connor, sugerindo que sua recusa indica uma tentativa de encobrir o suposto declínio cognitivo do presidente.
  • O advogado de O’Connor defendeu que o uso da Quinta Emenda não implica em crime e lembrou que o Departamento de Justiça está conduzindo uma investigação criminal sobre o uso da autopen, um dispositivo que reproduz a assinatura presidencial.

O ex-médico da Casa Branca, Kevin O’Connor, se negou a depor em uma investigação do Congresso sobre a saúde mental do presidente Joe Biden, 82 anos. A recusa ocorreu em 9 de outubro e foi fundamentada no sigilo médico e na Quinta Emenda da Constituição, que protege contra a autoincriminação. A investigação, conduzida por republicanos, busca esclarecer se Biden e sua equipe ocultaram sinais de comprometimento cognitivo.

O’Connor, que atendeu Biden por quatro anos, foi convocado após alegações de que o presidente estaria inapto para o cargo. A apuração também investiga o uso da autopen, um dispositivo que reproduz a assinatura presidencial, e se foi utilizado indevidamente para validar ações sem o consentimento de Biden. A legalidade do uso da autopen depende da autorização do presidente, mas críticos afirmam que Biden poderia estar em um estado mental que invalidaria tais decisões.

O deputado James Comer, presidente da comissão, criticou a postura de O’Connor, sugerindo que sua recusa indica uma tentativa de encobrir o suposto declínio cognitivo do presidente. “Está claro que há uma conspiração para encobrir o declínio cognitivo do presidente”, afirmou.

Na defesa, o advogado de O’Connor, David Schertler, destacou que o uso da Quinta Emenda não implica em crime e lembrou que o Departamento de Justiça está conduzindo uma investigação criminal paralela sobre a autopen. Além de O’Connor, outros ex-assessores de Biden foram convocados para depor, incluindo Neera Tanden, que já compareceu.

Biden, que se tornou o presidente mais velho da história dos EUA, enfrenta crescente pressão sobre sua saúde e capacidade de governar, especialmente após um debate em que aparentou desorientação. As questões sobre sua saúde têm gerado discussões sobre sua candidatura à reeleição.

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