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Moraes critica Eduardo Bolsonaro por tentativa de interferência em ação penal golpista

Eduardo Bolsonaro é investigado por ações nos EUA que tentam interferir no processo judicial contra Jair Bolsonaro. Investigação é prorrogada por 60 dias.

Deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes — Foto: Cristiano Mariz e Rosinei Coutinho/STF
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  • O ministro Alexandre de Moraes prorrogou a investigação sobre Eduardo Bolsonaro por mais 60 dias.
  • A decisão foi tomada para concluir diligências pendentes da Polícia Federal.
  • Eduardo é investigado por ações nos Estados Unidos que visam interferir no processo judicial contra seu pai, Jair Bolsonaro.
  • Moraes destacou que Eduardo continua a agir para embaraçar o andamento da ação penal, que está em fase de alegações finais.
  • A investigação, iniciada em maio, foi solicitada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e envolve suspeitas de crimes como coação e obstrução de justiça.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por 60 dias a investigação que envolve o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A decisão foi motivada pela necessidade de concluir diligências pendentes solicitadas pela Polícia Federal (PF). Eduardo é investigado por suas ações nos Estados Unidos, que visam interferir no processo judicial contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu em um inquérito sobre tentativa de golpe.

Moraes destacou que Eduardo continua a praticar condutas que buscam embaraçar o andamento da ação penal, que já se encontra em fase de alegações finais. O ministro incluiu no inquérito uma publicação de Eduardo na rede social X, datada de 29 de junho, onde ele compartilha um vídeo de um discurso do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) em uma manifestação organizada por Jair Bolsonaro em São Paulo. Na postagem, Eduardo afirma que a única maneira de o Brasil se alinhar com o Ocidente é por meio de Jair Bolsonaro e de sanções contra Moraes.

A investigação, que teve início em maio, foi solicitada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Eduardo Bolsonaro é suspeito de crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O procurador observou que as ações de Eduardo se intensificam à medida que o processo contra seu pai avança no Supremo.

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