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Orçamento familiar: como aumentar seu pé-de-meia de forma eficiente

Governo redireciona R$ 685,9 milhões do ensino integral para o programa Pé-de-Meia, mas enfrenta desafios de financiamento e prazos apertados.

Alunos do ensino médio em escola estadual de São Paulo (SP) (Foto: Bruno Santos - 12.ago.22/Folhapress)
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  • O governo federal propôs redirecionar R$ 685,9 milhões do orçamento do ensino integral para o programa Pé-de-Meia, que apoia alunos de baixa renda no ensino médio.
  • O custo estimado do programa é de R$ 12 bilhões em 2025.
  • Os recursos do ensino integral vêm do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que não tem as mesmas limitações fiscais que outras despesas.
  • Apenas R$ 1 bilhão do total previsto para o programa foi incluído na lei orçamentária de 2025.
  • O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou recursos bloqueados do programa e deu um prazo de 120 dias para inclusão dos gastos no Orçamento, que expirou sem ação.

A má gestão das contas públicas no Brasil tem gerado preocupações significativas sobre inflação e juros, afetando diretamente setores essenciais como saúde e educação. Essa situação levou o governo a buscar soluções improvisadas para financiar programas sociais, como o Pé-de-Meia, que visa apoiar alunos de baixa renda no ensino médio.

Recentemente, o governo federal propôs redirecionar R$ 685,9 milhões do orçamento destinado ao ensino integral para o programa Pé-de-Meia, que tem um custo estimado de R$ 12 bilhões em 2025. A iniciativa, considerada uma marca do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é vista como uma forma de reduzir a evasão escolar, que é alta nessa fase de ensino. O pedido foi enviado ao Congresso Nacional pelo Ministério do Planejamento.

Desafios de Financiamento

Os recursos para o ensino integral provêm do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que não está sujeito às mesmas limitações fiscais que outras despesas do Orçamento. Essa manobra do governo revela a dificuldade em financiar o Pé-de-Meia, cujos recursos foram alocados em fundos de natureza jurídica privada, uma estratégia para evitar os limites de gastos públicos.

Atualmente, apenas R$ 1 bilhão do total previsto para o programa foi incluído na lei orçamentária de 2025, aprovada em março. Em junho, uma medida provisória foi estabelecida para que, a partir de 2026, os pagamentos do Pé-de-Meia sejam contabilizados no cumprimento do piso constitucional de gastos com educação, que corresponde a 18% da receita líquida de impostos. Essa MP ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

Implicações e Prazos

O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia liberado recursos do programa que estavam bloqueados, dando um prazo de 120 dias para que os gastos fossem incluídos no Orçamento deste ano. Esse prazo se esgotou no final de junho sem que nenhuma ação fosse tomada. O cumprimento da norma exigirá cortes em outras despesas, mas é essencial para a sustentabilidade do Pé-de-Meia, que precisa ser compatível com a capacidade financeira do Estado.

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