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Risco de acidente ambiental com lixões em Goiás alerta para outras regiões do país

O colapso do lixão da Ouro Verde contamina rios em Goiás e gera multa de R$ 37,5 milhões, evidenciando a crise na gestão de resíduos.

Visão aérea da área onde está a Ouro Verde e o caminho que o lixão percorreu morro abaixo (Foto: Semad/Divulgação)
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  • A empresa Ouro Verde se manifestou após o colapso de seu lixão em Padre Bernardo, Goiás, que ocorreu em 18 de junho e contaminou o Córrego Santa Bárbara e o Rio do Sal.
  • O incidente despejou resíduos equivalentes a 18 piscinas olímpicas, afetando também o Rio Maranhão, a 50 quilômetros do local.
  • A Secretaria do Meio Ambiente multou a empresa em R$ 37,5 milhões e estima que serão necessárias 4 mil viagens para a limpeza da área.
  • A Justiça Federal determinou o fechamento da Ouro Verde, que havia sido autorizada a operar em área de preservação, apesar da oposição do Ministério Público.
  • O acidente levanta preocupações sobre a gestão de resíduos em outras cidades, como Teresina, Goiânia e Manaus, que precisam urgentemente de aterros sanitários.

Demorou, mas a empresa Ouro Verde finalmente se manifestou após o colapso de seu lixão, que contaminou o Córrego Santa Bárbara e o Rio do Sal, em Padre Bernardo, Goiás. O incidente ocorreu em 18 de junho, quando uma quantidade de resíduos equivalente a 18 piscinas olímpicas foi despejada nas águas, afetando até o Rio Maranhão, a 50 quilômetros do local. A Secretaria do Meio Ambiente multou a empresa em 37,5 milhões de reais e estima que serão necessárias 4 mil viagens para a limpeza da área.

A Ouro Verde foi autorizada a operar em uma área de preservação, mesmo com a oposição do Ministério Público, que tentava impedir sua instalação. Após o desastre, a Justiça Federal, que havia dado o aval, determinou o fechamento da empresa. O acidente levanta preocupações sobre outros locais em risco, como Teresina, Goiânia e Manaus. O presidente da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), Pedro Maranhão, alertou que essas cidades precisam urgentemente transferir suas atividades de resíduos sólidos para aterros sanitários.

A Lei de Resíduos do Solo, que completa 15 anos em agosto, exige que os municípios eliminem lixões e implementem aterros que tratem os materiais de forma adequada. Aterros sanitários são estruturas que seguem padrões rigorosos de engenharia, enquanto lixões não oferecem tratamento adequado para chorume e gases, contribuindo para a poluição e o efeito estufa. A situação da Ouro Verde destaca a necessidade urgente de uma gestão de resíduos mais responsável e eficaz no Brasil.

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