- O New York Times publicou uma reportagem sobre Zohran Mamdani, candidato a prefeito de Nova York, que venceu a eleição primária em junho.
- A matéria criticou a identificação étnica de Mamdani em um formulário da Universidade de Columbia, onde ele se identificou como asiático e afro-americano.
- O formulário foi obtido por hackers e a universidade negou sua vaga, apesar de seu pai ser professor na instituição.
- A reportagem gerou reações negativas, levando o jornal a fechar a seção de comentários.
- A ex-ombudsman do New York Times, Margaret Sullivan, questionou se a matéria prejudicaria as chances de Mamdani nas eleições.
O New York Times enfrenta uma onda de críticas após a publicação de uma reportagem sobre Zohran Mamdani, candidato a prefeito de Nova York, que se destacou como socialista e venceu a eleição primária em junho. A matéria, divulgada na quinta-feira (3), abordou a identificação étnica de Mamdani em um formulário universitário, gerando reações intensas que levaram o jornal a fechar a seção de comentários.
Mamdani, filho de imigrantes indianos e naturalizado americano, nasceu em Uganda e se mudou para Nova York aos 7 anos. Em 2007, ao preencher um formulário da Universidade de Columbia, ele se identificou como asiático e afro-americano. O formulário foi obtido por hackers, e a universidade negou sua vaga, apesar de seu pai ser professor na instituição. A reportagem do Times foi criticada por sua abordagem e pela escolha de fontes, incluindo um acadêmico que se opõe à ação afirmativa, identificado como Jordan Lasker, associado a ideais racistas.
A ex-ombudsman do New York Times, Margaret Sullivan, questionou se o jornal está tentando prejudicar as chances de Mamdani. Antes da eleição primária, o jornal já havia publicado um editorial que não endossava candidatos, sugerindo que os leitores não votassem no socialista, o que foi interpretado como um apoio implícito ao ex-governador Andrew Cuomo.
Em resposta à repercussão negativa, o Times publicou uma reportagem sobre a complexidade da identidade nos formulários, mas muitos consideraram que o dano já estava feito. A controvérsia destaca a tensão entre a cobertura da mídia e as identidades políticas em um cenário eleitoral cada vez mais polarizado.
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