- O deputado federal Rogério Correa solicitou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em dez de agosto.
- O pedido se baseia no risco de fuga de Bolsonaro para os Estados Unidos, onde ele poderia buscar asilo político.
- Correa citou declarações de apoio do ex-presidente americano Donald Trump, que classificou o processo judicial contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas”.
- O deputado mencionou três episódios que reforçam a possibilidade de fuga: um suposto plano de fuga após a derrota nas eleições de 2022, a visita de Eduardo Bolsonaro aos EUA e a fuga de Carla Zambelli após condenação pelo STF.
- Caso a prisão não seja decretada, Correa pede que Bolsonaro seja proibido de deixar Brasília sem autorização judicial e de se aproximar de embaixadas.
O deputado federal Rogério Correa (PT-MG) solicitou, nesta quinta-feira, 10, a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido se baseia na alegação de risco de fuga para os Estados Unidos, onde Bolsonaro poderia buscar asilo político, especialmente após declarações de apoio do ex-presidente americano Donald Trump.
Correa argumenta que as falas de Trump, que classificou o processo judicial contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas”, criam um cenário propício para que o ex-mandatário busque refúgio fora do Brasil. O deputado menciona três episódios que reforçam essa possibilidade: um suposto plano de fuga de Bolsonaro após a derrota nas eleições de 2022, a visita de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aos EUA para articular apoio e a fuga de Carla Zambelli (PL-SP) após ser condenada pelo STF.
Justificativas do Pedido
Na petição, Correa destaca que, caso a prisão preventiva não seja decretada, Moraes deve proibir Bolsonaro de deixar Brasília sem autorização judicial e de se aproximar de embaixadas. O ex-presidente enfrenta diversas acusações, incluindo tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, com um julgamento previsto para este ano.
As declarações de Trump, que também anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, intensificaram as preocupações sobre a possibilidade de Bolsonaro buscar asilo. O governo Lula, por sua vez, afirmou que não aceitará interferências na soberania nacional e estuda uma resposta à medida de Trump, que pode incluir tarifas recíprocas sobre produtos americanos.
O ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre o pedido de prisão, que levanta questões sobre a segurança nacional e a atuação de parlamentares em relação a interesses estrangeiros. A situação continua a gerar tensão no cenário político brasileiro, com desdobramentos que podem impactar a relação entre Brasil e Estados Unidos.
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