- Aproximadamente 15,1 mil pessoas participaram de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite de quinta-feira, 10 de agosto de 2025.
- O ato foi organizado pela Frente Povo Sem Medo e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e superou a participação de protestos em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- As principais pautas foram a taxação dos super-ricos e críticas ao governo atual e ao Congresso.
- Os manifestantes também criticaram a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar produtos brasileiros em 50%.
- O evento foi considerado uma das maiores mobilizações de rua no Brasil em 2025, com forte engajamento nas redes sociais em apoio ao governo Lula (PT).
Na noite de quinta-feira (10), aproximadamente 15,1 mil pessoas se reuniram na avenida Paulista, em São Paulo, em uma manifestação organizada pela Frente Povo Sem Medo e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O ato, que superou a participação de protestos em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve como pautas principais a taxação dos super-ricos e críticas ao governo atual e ao Congresso.
Os manifestantes expressaram descontentamento com a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar produtos brasileiros em 50%. Durante o evento, o deputado federal Rui Falcão (PT) destacou que a mobilização foi impulsionada pela insatisfação com a postura dos bolsonaristas. “O Brasil não será tutelado por ninguém”, afirmaram os participantes, em referência à relação entre Bolsonaro e Trump.
Críticas e Mobilização
A manifestação também incluiu críticas diretas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ao ex-presidente Bolsonaro. A esposa do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), Natalia Szermeta, enfatizou a falta de patriotismo dos bolsonaristas. “Eles nunca foram patriotas”, declarou. O ato foi considerado uma das maiores mobilizações de rua no Brasil em 2025, segundo Boulos.
Nas redes sociais, o governo Lula (PT) conseguiu mobilizar sua base, com postagens que geraram três vezes mais engajamento do que as de Bolsonaro. A equipe de comunicação do governo percebeu a vulnerabilidade do bolsonarismo, especialmente devido à proximidade do ex-presidente com Trump. O slogan “Lula quer taxar os bilionários; Bolsonaro quer taxar o Brasil” foi sugerido para reforçar essa mensagem.
Estratégias de Mobilização
A Frente Povo Sem Medo, criada em 2015, tem sido um dos principais grupos de mobilização da esquerda, organizando protestos significativos ao longo dos anos. Recentemente, o grupo e o MTST realizaram ações de ocupação, como a invasão de um prédio do Itaú em São Paulo. No campo digital, os movimentos têm utilizado inteligência artificial e imagens impactantes para engajar a militância, como a hashtag #congressoinimigodopovo, direcionada ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).
A mobilização nas ruas e nas redes sociais reflete a crescente insatisfação com o governo e a busca por alternativas políticas, especialmente em um ano eleitoral que se aproxima.
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