- O prefeito do Rio, Eduardo Paes, criticou a gestão de segurança do estado em coletiva de imprensa.
- Ele destacou a falta de coordenação entre as forças policiais e a ineficiência na adoção de tecnologias.
- Paes também mencionou a ausência de integração nos transportes, responsabilizando o governo estadual.
- O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, acusou Paes de fazer críticas eleitorais e pediu que ele se preocupasse mais com a população.
- A troca de acusações reflete a crescente tensão entre as administrações municipal e estadual sobre a segurança pública no Rio de Janeiro.
Após uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltou a criticar a gestão de segurança do estado, destacando a falta de coordenação entre as forças policiais e a ineficiência na adoção de tecnologias. Paes também mencionou a ausência de integração nos transportes, atribuindo responsabilidades ao governo estadual.
Em resposta, o secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, acusou o prefeito de fazer críticas com viés eleitoral e sugeriu que ele se preocupasse mais com as necessidades da população. Fonseca, que já havia se envolvido em polêmicas com Paes, afirmou que as críticas do prefeito não contribuem para a segurança pública. “A população do estado do Rio de Janeiro vem sofrendo há alguns anos”, disse.
Durante a coletiva, Paes criticou a estrutura da segurança pública, mencionando a existência de três secretarias responsáveis por temas semelhantes, o que, segundo ele, demonstra a falta de gestão. “É inacreditável que, a essa altura, as forças de segurança não disponham de tecnologia adequada”, afirmou o prefeito.
O secretário Fonseca também lembrou que a prefeitura demorou a armar a Guarda Municipal, que poderia auxiliar as forças policiais. Ele enfatizou que a prioridade deve ser a proteção da população, não as disputas políticas. O coordenador das Delegacias Especializadas da Polícia Civil, André Neves, optou por não comentar as declarações políticas, reafirmando que o foco da corporação é o trabalho investigativo.
Essas trocas de acusações ocorrem em um contexto de crescente tensão entre as administrações municipal e estadual, refletindo a complexidade da segurança pública no Rio de Janeiro.
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