- A Registraduría Nacional da Colômbia firmou um contrato de R$ 2,1 bilhões com a empresa Thomas Greg & Sons para a logística das eleições de 2025 e 2026.
- O presidente da República, Gustavo Petro, criticou a decisão, questionando a transparência do processo eleitoral.
- Petro apontou que a empresa possui vínculos com ex-presidentes e candidatos, o que poderia gerar conflito de interesses.
- A Registraduría defendeu a escolha, afirmando que a Thomas Greg & Sons foi a única a atender aos requisitos da licitação.
- O contrato inclui serviços como inscrição de cidadãos, verificação biométrica e logística dos materiais eleitorais.
A Registraduría Nacional da Colômbia anunciou um contrato de 2,1 bilhões de pesos com a empresa Thomas Greg & Sons para a logística das eleições de 2025 e 2026. A decisão gerou críticas do presidente Gustavo Petro, que questiona a transparência do processo eleitoral, especialmente por conta da longa relação da empresa com a gestão de dados eleitorais.
Petro, que já havia manifestado desconfiança em relação à empresa, expressou suas preocupações em redes sociais, afirmando que a escolha da Thomas Greg & Sons para gerenciar as eleições compromete a transparência do pleito. O presidente destacou que a empresa tem laços com ex-presidentes e candidatos, o que, segundo ele, representa um conflito de interesses.
A Thomas Greg & Sons tem atuado na logística eleitoral na Colômbia por mais de uma década, incluindo as eleições que levaram Petro ao poder em 2022. Apesar das críticas, a Registraduría defendeu a escolha, afirmando que a empresa foi a única a atender aos requisitos da licitação, após a desistência de outros concorrentes. A proposta foi submetida a um rigoroso processo de verificação.
O contrato abrange uma gama de serviços, incluindo a inscrição de cidadãos, a verificação biométrica e a logística dos materiais eleitorais. A empresa também será responsável por garantir a infraestrutura tecnológica necessária para o processo eleitoral. A Registraduría enfatizou que a convocação foi aberta e pública, com garantias de transparência.
As declarações de Petro geraram reações de diversos setores, incluindo ex-registradores e políticos, que criticaram a deslegitimação das eleições sem evidências concretas. O presidente do Senado, Efraín Cepeda, e o precandidato presidencial Sergio Fajardo manifestaram apoio à Registraduría, alertando sobre os riscos de semear desconfiança no processo democrático. O Conselho Gremial Nacional também expressou preocupação com as declarações de Petro, ressaltando que isso pode afetar a confiança nas instituições e a estabilidade do Estado de Direito.
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