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Protesto em São Paulo reúne 15 mil por taxação de super-ricos e fim do tarifaço

Cerca de 15 mil pessoas protestam em São Paulo contra a taxação de Trump e pedem mudanças na legislação trabalhista e tributária.

Cartaz com a foto do presidente Donald Trump e do ex-presidente Jair Bolsonaro em protesto na Avenida Paulista, em 10 de julho de 2025. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
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  • Uma manifestação em São Paulo, na noite de 10 de julho de 2025, reuniu cerca de 15,1 mil pessoas contra a taxação de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • O ato, organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, contou com apoio de centrais sindicais e movimentos sociais.
  • Os manifestantes bloquearam a Avenida Paulista e ocuparam a área em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
  • Reivindicações incluíram o fim da jornada de trabalho 6×1, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e taxação dos super-ricos.
  • A mobilização se espalhou por outras cidades e coletou assinaturas para um Plebiscito Popular sobre jornada de trabalho e taxação dos super-ricos.

Uma manifestação em São Paulo, realizada na noite de quinta-feira, 10 de julho de 2025, reuniu cerca de 15,1 mil pessoas contra a taxação de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e em favor da taxação dos super-ricos. O ato, promovido pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, contou com o apoio de centrais sindicais e movimentos sociais.

Os manifestantes se concentraram na Avenida Paulista, bloqueando os dois sentidos da via e ocupando a área em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A contagem de participantes foi realizada pelo Monitor do Debate Político, utilizando tecnologia de inteligência artificial. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) destacou que a mobilização é uma resposta à resistência do Congresso em relação à taxação dos mais ricos e à defesa dos direitos trabalhistas.

Reivindicações e Mobilização

Além da oposição ao tarifaço de Trump, os manifestantes pediram o fim da jornada de trabalho 6×1, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e a taxação dos BBBs (bancos, bets e bilionários). Também houve críticas à decisão do Congresso de revogar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que poderia gerar uma arrecadação adicional de R$ 20 bilhões em 2025.

A mobilização se estendeu a outras cidades, como Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Fortaleza, Curitiba, Maceió, Florianópolis, Vitória, Cuiabá e São Luís. Durante o protesto, foram coletadas assinaturas para um Plebiscito Popular, que visa consultar a população sobre a jornada de trabalho e a taxação dos super-ricos.

Presença Política

Entre os políticos presentes em São Paulo estavam Érika Hilton (PSOL), Rui Falcão (PT), Eduardo Suplicy (PT) e Nabil Bonduki (PT). Boulos criticou a postura de Trump, afirmando que o Brasil não é uma “república de bananas” e que a relação com os Estados Unidos não será a mesma sob a presidência de Lula. A manifestação foi uma resposta à desinformação sobre a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos e à tentativa de deslegitimar o governo atual.

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