- Washington Reis, ex-secretário de Transportes do Rio, foi demitido por Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa, enquanto o governador Cláudio Castro estava fora do estado.
- A demissão gerou tensões políticas entre Reis e Bacellar, especialmente com Reis se aproximando do prefeito do Rio, Eduardo Paes.
- Reis anunciou sua intenção de se candidatar ao governo do estado, desafiando Bacellar e afirmando ter apoio de figuras políticas, apesar de sua inelegibilidade atual.
- Ele negou ser um “cavalo de troia” para Paes e destacou sua experiência de mais de 30 anos na vida pública.
- Reis se posicionou no campo de Jair Bolsonaro e descartou alianças com o Partido dos Trabalhadores (PT).
O ex-secretário de Transportes do Rio, Washington Reis, tornou-se o centro de uma crise política após sua demissão por Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa, enquanto o governador Cláudio Castro estava fora do estado. A decisão de Bacellar, que ocorreu durante uma viagem de Castro, intensificou as tensões entre os dois, especialmente com Reis se aproximando do prefeito do Rio, Eduardo Paes, um potencial adversário político de Bacellar nas próximas eleições.
Em uma conversa recente, Reis revelou sua intenção de se candidatar ao governo do estado, desafiando Bacellar e afirmando ter o apoio de figuras políticas influentes. Apesar de sua inelegibilidade atual devido a uma condenação por crime ambiental, Reis acredita que sua situação pode mudar, especialmente após um pedido do ministro Gilmar Mendes para considerar um acordo de não-persecução penal.
Reis negou ser um “cavalo de troia” para Paes, afirmando que sua relação com diversos prefeitos é normal e que não tem planos de apoiar Bacellar. Ele destacou que possui legitimidade para sua candidatura e que as pesquisas já o colocam em uma posição competitiva. “Sou um nome que aparece em segundo lugar”, afirmou, ressaltando sua experiência de mais de 30 anos na vida pública.
O ex-secretário também mencionou seu apoio a figuras políticas de diferentes partidos, incluindo líderes evangélicos e deputados de várias siglas. Ele se posicionou claramente no campo de Jair Bolsonaro, descartando qualquer aliança com o PT. Reis ainda expressou confiança em sua capacidade de superar a máquina pública que Bacellar poderá utilizar após assumir o governo em abril.
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