- O Yad Vashem criticou novas placas instaladas perto do memorial do massacre de Jedwabne, ocorrido em 10 de julho de 1941.
- As placas alteram a narrativa histórica, atribuindo a responsabilidade do massacre a uma unidade alemã, em vez de poloneses locais.
- O massacre resultou na morte de centenas de judeus, incluindo mulheres e crianças, que foram queimados vivos em um celeiro.
- O jornalista polonês Wojciech Sumlinski organizou a instalação das placas, financiada por meio de uma campanha de arrecadação.
- O Yad Vashem pediu a remoção das placas, destacando a importância de preservar a verdade histórica sobre o evento.
O Yad Vashem, museu israelense do Holocausto, criticou a instalação de novas placas perto do memorial do massacre de Jedwabne, que ocorreu em 10 de julho de 1941. As placas alteram a narrativa histórica, atribuindo a responsabilidade do massacre a uma unidade alemã, em vez de poloneses locais.
O massacre resultou na morte de centenas de judeus, incluindo mulheres e crianças, que foram queimados vivos em um celeiro. A versão tradicional do evento aponta que os agricultores poloneses foram os responsáveis pela chacina. No entanto, as novas placas, colocadas em um terreno privado, afirmam que o crime foi cometido por uma “unidade de manutenção da paz alemã”.
O jornalista polonês Wojciech Sumlinski, que organizou a instalação, financiou a ação por meio de uma campanha de arrecadação. O Yad Vashem expressou preocupação com a “profanação da verdade histórica” e pediu que as autoridades polonesas removam as placas, garantindo que a memória do massacre seja respeitada.
A narrativa do massacre foi amplamente discutida no livro “Neighbours”, do historiador Jan Tomasz Gross, que revelou o papel ativo de poloneses na tragédia. Em 2003, uma comissão de inquérito polonesa confirmou que o massacre foi perpetrado por poloneses, instigados pela ocupação nazista. O Yad Vashem enfatizou a importância de preservar a verdade histórica sobre o evento, que continua a ser um tema sensível na Polônia.
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