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Alckmin critica tarifas de Trump e aponta prejuízos para a economia paulista

Geraldo Alckmin anuncia decreto sobre reciprocidade econômica e critica postura de Tarcísio de Freitas diante das tarifas dos EUA.

Tarcísio publicou vídeo com boné trumpista em janeiro (Foto: Reprodução/@tarcisiogdf via X)
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  • O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pela postura em relação às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos.
  • Alckmin afirmou que a economia paulista será a mais afetada e destacou setores como siderurgia, metalurgia, suco de laranja, carnes e cafés.
  • Tarcísio se reuniu com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, para discutir os impactos das tarifas e buscar soluções.
  • Alckmin anunciou a publicação de um decreto sobre reciprocidade econômica até a próxima segunda-feira, 14, visando proteger as empresas brasileiras.
  • Ele mencionou que um comitê interministerial dialogará com o setor produtivo e criticou a alíquota média de exportação de produtos americanos para o Brasil, que é de apenas 2,7%.

BRASÍLIA – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por sua postura em relação às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. Em entrevista à Rádio CBN, Alckmin afirmou que Tarcísio “colocou o boné do Trump” e que a economia paulista será a mais afetada por essas tarifas.

Alckmin destacou que setores como siderurgia, metalurgia, suco de laranja, carnes e cafés sofrerão as consequências. Tarcísio, por sua vez, se reuniu com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, para discutir os impactos das tarifas na indústria e no agronegócio brasileiro. Ele afirmou que buscará soluções efetivas com dados e argumentos consolidados.

Medidas de Resposta

O vice-presidente anunciou que um decreto sobre reciprocidade econômica será publicado até a próxima segunda-feira, 14. Essa norma, sancionada pelo presidente Lula em abril, prevê medidas em resposta a retaliações comerciais. Alckmin enfatizou que o Brasil deve proteger suas empresas e que a legislação abrange tanto tarifas quanto questões não tarifárias.

Ele também mencionou que um comitê interministerial dialogará com o setor produtivo e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham). Alckmin ressaltou que os Estados Unidos apresentam um déficit comercial significativo, mas com o Brasil, possuem um superávit. Ele criticou a alíquota média de exportação de produtos americanos para o Brasil, que é de apenas 2,7%, e afirmou que a tarifa de 50% é “totalmente equivocada”.

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