- Narges Mohammadi, ativista dos direitos humanos e vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2023, recebeu ameaças de “eliminação física” do regime iraniano.
- A informação foi divulgada pelo Comitê Norueguês do Nobel, que expressou preocupação com a segurança da ativista e de outros críticos do governo.
- Mohammadi cumpre uma pena de dez anos na prisão de Evin e recebeu as ameaças por meio de seus advogados.
- O presidente do comitê, Jorgen Watne Frydn, afirmou que a segurança de todos os opositores do regime está em risco.
- A ativista, que já foi presa treze vezes, continua sua luta pelos direitos das mulheres, mesmo sob repressão crescente no Irã.
Narges Mohammadi, ativista dos direitos humanos e vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2023, enfrenta ameaças de “eliminação física” por parte do regime iraniano. A informação foi divulgada pelo Comitê Norueguês do Nobel, que expressou preocupação com a segurança da ativista e de outros críticos do governo.
Mohammadi, que cumpre uma pena de 10 anos na prisão de Evin, recebeu as ameaças por meio de seus advogados e canais indiretos. O presidente do comitê, Jorgen Watne Frydn, manifestou estar alarmado com a situação, ressaltando que a segurança de todos os cidadãos iranianos que se opõem ao regime está em risco. O governo iraniano ainda não se pronunciou sobre as declarações.
A ativista, que já foi presa 13 vezes e condenada a mais de 30 anos de prisão, se destacou por sua luta contra a opressão das mulheres no Irã. Ela foi laureada com o Nobel enquanto estava detida, e seus filhos aceitaram o prêmio em seu nome. Recentemente, Mohammadi foi liberada temporariamente para tratamento médico, mas sua situação continua crítica.
Contexto de Repressão
As ameaças surgem em um cenário de crescente repressão no Irã, especialmente após a morte de Mahsa Amini em 2022, que desencadeou protestos em massa. O regime intensificou suas ações contra dissidentes, com relatos de planos para sequestrar ou assassinar críticos no exterior. O governo britânico alertou sobre um aumento das ameaças físicas provenientes do Irã, destacando a escalada de atividades de espionagem e assassinatos.
Mohammadi, que tem se mantido ativa em sua defesa dos direitos humanos, criticou tanto o governo iraniano quanto líderes estrangeiros, afirmando que a guerra não traz as mudanças necessárias para o povo iraniano. As intimidações que ela enfrenta visam silenciá-la e desestimular sua luta por liberdade e direitos das mulheres.
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