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Dois policiais são detidos após morte de homem em Paraisópolis com base em câmeras

Dois policiais militares são presos por homicídio doloso após a morte de Igor Oliveira em Paraisópolis, gerando protestos na comunidade.

Incêndios foram registrados em Paraisópolis após abordagem policial que resultou em mortes na comunidade (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
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  • Dois policiais militares foram presos por homicídio doloso após a morte de Igor Oliveira em Paraisópolis, na tarde de 10 de agosto.
  • O coronel Massera, porta-voz da Polícia Militar, confirmou que a ação foi ilegal, com base em imagens de câmeras corporais.
  • As gravações mostraram que Igor foi baleado enquanto estava rendido, o que não se enquadra nas excludentes de ilicitude.
  • A morte gerou protestos na comunidade, com barricadas e ataques a veículos nas avenidas Hebe Camargo e Giovanni Gronchi.
  • Um manifestante foi preso e outro homem morreu durante os confrontos, enquanto um sargento da Rota foi ferido e está sob avaliação médica.

Dois policiais militares foram presos em flagrante por homicídio doloso após a morte de Igor Oliveira em Paraisópolis, ocorrida na tarde de quinta-feira, 10. O coronel Massera, porta-voz da Polícia Militar, confirmou que a ação foi considerada ilegal, com base em imagens das câmeras corporais dos agentes.

As gravações mostraram que Igor foi baleado enquanto estava rendido, o que levou à prisão imediata dos dois policiais envolvidos. Durante coletiva, Massera destacou que a morte não se enquadra nas excludentes de ilicitude esperadas em operações policiais. A ação ocorreu após uma denúncia sobre tráfico de drogas na Rua Rudolf Lotze, onde quatro homens foram abordados. Na operação, foram apreendidas diversas drogas e um dos suspeitos morreu.

A morte de Igor gerou revolta na comunidade, resultando em protestos que incluíram barricadas e ataques a veículos nas avenidas Hebe Camargo e Giovanni Gronchi. Um manifestante foi preso e outro homem foi morto durante os confrontos. A PM informou que policiais da Rota foram cercados por criminosos, resultando em uma intensa troca de tiros, mas não há indícios de irregularidades nas ações da Rota.

O coronel Massera lamentou o erro cometido pelos policiais e afirmou que eles responderão por suas ações. Ele também ressaltou que a corporação não irá retroceder em seus esforços para combater a criminalidade em Paraisópolis, onde um trabalho de resgate da cidadania está em andamento. Um sargento da Rota foi ferido durante os confrontos e está sob avaliação médica para possível cirurgia.

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