- O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou a reestruturação dos órgãos de controle interno da pasta em resposta ao escândalo de descontos indevidos em mensalidades do INSS.
- A operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal em abril, revelou falhas na comunicação de irregularidades que não foram informadas ao ministério.
- Queiroz afirmou que alertas sobre irregularidades não foram repassados, mencionando que a área de controle interno não tinha a devida relevância.
- Todos os descontos de mensalidades das 41 entidades habilitadas foram suspensos, e o Congresso discute um projeto de lei para acabar com essa modalidade.
- O ministro também destacou uma divisão ideológica sobre a manutenção dos descontos, sugerindo medidas de segurança, mas sem prever o desfecho da discussão.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (11) a reestruturação dos órgãos de controle interno da pasta, em resposta ao escândalo de descontos indevidos em mensalidades associativas do INSS. A operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal em abril, revelou falhas na comunicação de irregularidades, que não chegaram à Previdência.
Queiroz destacou que, apesar de o INSS ter indícios de irregularidades e resultados de auditorias, esses alertas não foram repassados ao ministério. “Os alarmes foram desligados”, afirmou o ministro, durante sua participação no 20º congresso da Abraji. Ele reconheceu que a área de controle interno não tinha a devida relevância e que a informação não era suficientemente trabalhada.
Mudanças Estruturais
O ministro não detalhou como a reformulação dos órgãos do ministério melhorará a conexão com a ouvidoria e corregedoria do INSS. Ele atribuiu a falta de comunicação ao interesse de pessoas envolvidas no esquema, mencionando que a responsabilidade de repassar informações recaía sobre o procurador-geral do INSS e o diretor de benefícios, ambos afastados.
Após o escândalo, todos os descontos de mensalidades das 41 entidades habilitadas foram suspensos. O Congresso discute um projeto de lei para acabar definitivamente com essa modalidade. Queiroz reconheceu a dificuldade em defender a retomada dos descontos, mas alertou que o fim poderia prejudicar entidades idôneas que prestam serviços aos aposentados.
Disputa Ideológica
O ministro também mencionou uma divisão ideológica entre membros do governo sobre a manutenção dos descontos. “Há um desejo claro da centro-direita de matar os sindicatos”, afirmou, referindo-se à disputa em torno dos descontos associativos. Queiroz sugeriu que a solução poderia incluir medidas de segurança, como biometria e auditorias, mas não soube prever o desfecho dessa discussão.
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