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Ministro da Previdência anuncia reestruturação após escândalo no INSS

Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anuncia reestruturação após escândalo de descontos indevidos no INSS.

Wolney Queiroz, ministro da Previdência, em audiência na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado sobre fraudes no INSS (Foto: Geraldo Magela - 15.mai.2025/Agência Senado)
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  • O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou a reestruturação dos órgãos de controle interno da pasta em resposta ao escândalo de descontos indevidos em mensalidades do INSS.
  • A operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal em abril, revelou falhas na comunicação de irregularidades que não foram informadas ao ministério.
  • Queiroz afirmou que alertas sobre irregularidades não foram repassados, mencionando que a área de controle interno não tinha a devida relevância.
  • Todos os descontos de mensalidades das 41 entidades habilitadas foram suspensos, e o Congresso discute um projeto de lei para acabar com essa modalidade.
  • O ministro também destacou uma divisão ideológica sobre a manutenção dos descontos, sugerindo medidas de segurança, mas sem prever o desfecho da discussão.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (11) a reestruturação dos órgãos de controle interno da pasta, em resposta ao escândalo de descontos indevidos em mensalidades associativas do INSS. A operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal em abril, revelou falhas na comunicação de irregularidades, que não chegaram à Previdência.

Queiroz destacou que, apesar de o INSS ter indícios de irregularidades e resultados de auditorias, esses alertas não foram repassados ao ministério. “Os alarmes foram desligados”, afirmou o ministro, durante sua participação no 20º congresso da Abraji. Ele reconheceu que a área de controle interno não tinha a devida relevância e que a informação não era suficientemente trabalhada.

Mudanças Estruturais

O ministro não detalhou como a reformulação dos órgãos do ministério melhorará a conexão com a ouvidoria e corregedoria do INSS. Ele atribuiu a falta de comunicação ao interesse de pessoas envolvidas no esquema, mencionando que a responsabilidade de repassar informações recaía sobre o procurador-geral do INSS e o diretor de benefícios, ambos afastados.

Após o escândalo, todos os descontos de mensalidades das 41 entidades habilitadas foram suspensos. O Congresso discute um projeto de lei para acabar definitivamente com essa modalidade. Queiroz reconheceu a dificuldade em defender a retomada dos descontos, mas alertou que o fim poderia prejudicar entidades idôneas que prestam serviços aos aposentados.

Disputa Ideológica

O ministro também mencionou uma divisão ideológica entre membros do governo sobre a manutenção dos descontos. “Há um desejo claro da centro-direita de matar os sindicatos”, afirmou, referindo-se à disputa em torno dos descontos associativos. Queiroz sugeriu que a solução poderia incluir medidas de segurança, como biometria e auditorias, mas não soube prever o desfecho dessa discussão.

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