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Mulheres lutam por mais espaço e permanência na política brasileira

A sub-representação feminina na política brasileira persiste, com apenas 18% das cadeiras do Congresso ocupadas por mulheres em 2025.

Foto: Reprodução
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  • Em 2025, apenas 18% das cadeiras do Congresso brasileiro são ocupadas por mulheres.
  • Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que em 737 cidades, nenhuma mulher foi eleita vereadora e apenas 13% das prefeituras são lideradas por mulheres.
  • Mulheres candidatas à vereança recebem, em média, 42% menos recursos de campanha do que homens, resultando em uma taxa de sucesso eleitoral de 6,93% para mulheres, contra 17,1% para homens.
  • Mais de 60% das prefeitas já sofreram violência política, como assédio verbal e pressão psicológica, o que afeta sua capacidade de governar.
  • Redes de apoio e movimentos de mulheres têm aumentado a participação feminina nas eleições, com 26% das pessoas eleitas pela rede do RenovaBR sendo mulheres em 2024.

A sub-representação feminina na política brasileira continua alarmante. Em 2025, apenas 18% das cadeiras do Congresso são ocupadas por mulheres, refletindo uma realidade de desigualdade persistente. Dados do TSE revelam que, em 737 cidades, nenhuma mulher foi eleita vereadora e apenas 13% das prefeituras têm mulheres à frente. A interseção entre gênero, raça e território levanta questões cruciais sobre quem realmente chega ao poder e a que custo.

A desigualdade estrutural é um dos principais fatores que sustentam essa sub-representação. O Mapa da Desigualdade Eleitoral Municipal, do RenovaBR, mostra que mulheres candidatas à vereança recebem, em média, 42% menos recursos de campanha do que seus colegas homens. Isso contribui para uma taxa de sucesso eleitoral de apenas 6,93% para mulheres, em comparação com 17,1% para homens. A urgência não é apenas aumentar a presença feminina, mas garantir que essas mulheres permaneçam e exerçam o poder com autonomia.

A violência política de gênero é outro desafio significativo. Um estudo da Confederação Nacional de Municípios indica que mais de 60% das prefeitas já sofreram algum tipo de violência política, incluindo assédio verbal e pressão psicológica. Essa realidade impacta diretamente a capacidade de governar e leva muitas mulheres a desistirem de suas candidaturas ou a abandonarem a vida pública.

Apesar dos desafios, há motivos para otimismo. Redes de apoio e movimentos de mulheres têm se fortalecido, resultando em um aumento na participação feminina nas eleições. Em 2024, 26% das pessoas eleitas pela rede do RenovaBR foram mulheres, quase o dobro da média nacional. Essa mudança demonstra que o problema não é a falta de interesse ou capacidade, mas sim as barreiras estruturais que precisam ser enfrentadas.

Para avançar, é fundamental que partidos e a sociedade assumam responsabilidades concretas. Isso inclui a distribuição justa de recursos eleitorais, cotas nas direções partidárias e políticas públicas que redistribuam o trabalho de cuidado. A cada eleição, os brasileiros têm a oportunidade de repensar a política e a presença das mulheres nos espaços de decisão. A transformação da política brasileira requer coragem coletiva para abrir espaço e sustentar aquelas que já estão no poder.

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