- O Partido Socialista Brasileiro (PSB) ameaça romper a aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT) se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiar as candidaturas de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) em 2026.
- O PSB rejeita a ideia de um palanque duplo e considera a aproximação de Lula com Lyra como uma questão meramente civil.
- Um interlocutor do PSB afirmou que a coligação do PT com Lyra poderia inviabilizar projetos nacionais.
- A relação entre PT e PSB é vista como fundamental, especialmente porque Lyra não apoiou Lula no segundo turno de 2022.
- Campos, reeleito prefeito do Recife, enfrenta desafios em sua candidatura ao governo estadual, enquanto Lyra conta com apoio significativo de prefeitos.
O PSB sinaliza a possibilidade de romper a aliança histórica com o PT caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoie simultaneamente as candidaturas de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) nas eleições de 2026 em Pernambuco. A rejeição a um palanque duplo é clara entre os socialistas, que consideram a aproximação de Lula com Lyra como uma questão meramente civil.
Um interlocutor do PSB afirmou que, se Lula decidir coligar o PT com Lyra, isso poderia inviabilizar qualquer projeto nacional. Para os socialistas, é fundamental garantir o alinhamento em Pernambuco antes de discutir estratégias em outras regiões. A relação do PT com o PSB é vista como um pilar, especialmente considerando que Lyra não declarou apoio a Lula no segundo turno de 2022.
A situação se complica com a presença de membros do PT no governo de Raquel Lyra, enquanto outros, como o senador Humberto Costa, permanecem próximos a Campos. O PSB, que se aliou ao governo Lula desde 2022, está atento às movimentações políticas, especialmente em relação à possível candidatura de Lyra à vice-presidência, algo que sua equipe nega.
Além disso, Campos, reeleito prefeito do Recife com mais de 78% dos votos, enfrenta desafios significativos em sua candidatura ao governo estadual. Ele é considerado uma promessa da esquerda brasileira, com intenções de voto variando entre 50% e 70%, mas terá que lidar com a complexidade de acomodar aliados e a necessidade de se desincompatibilizar da prefeitura. A disputa em Pernambuco promete ser acirrada, com Lyra contando com 75% de apoio dos prefeitos do estado.
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