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Cuba se transforma e surpreende viajante em retorno inesperado

Cuba enfrenta uma crise econômica severa, com queda populacional de 18% e descontentamento crescente sob o governo de Miguel Díaz-Canel.

Crianças brincam em Havana, em 2 de julho de 2025. (Foto: Santiago Mesa)
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  • Cuba enfrenta uma grave crise econômica, com uma queda populacional de 18%, passando de mais de 11 milhões para cerca de 8,5 milhões de habitantes.
  • A escassez de produtos básicos e o aumento da pobreza geram descontentamento, refletido em protestos significativos, como os de julho de 2021.
  • O governo de Miguel Díaz-Canel tem enfrentado críticas pela sua incapacidade de resolver a crise e por impor restrições que afetam a população.
  • O cenário cultural, que antes atraía turistas, agora é marcado pela ausência de visitantes e pela falta de recursos, com muitos cubanos em situação de mendicância.
  • A segurança na ilha é questionada, com o aumento do consumo de drogas e relatos de violência, enquanto uma nova classe média surge em meio à crise.

Cuba, que viveu um período de otimismo com a reabertura das relações diplomáticas entre Raúl Castro e Barack Obama, enfrenta agora uma grave crise econômica. Desde 2018, a ilha passou por transformações significativas, mas atualmente, a população caiu 18%, de mais de 11 milhões para cerca de 8,5 milhões, segundo dados do economista Juan Carlos Albizu-Campos.

A escassez de produtos básicos, o aumento da pobreza e o descontentamento generalizado têm se intensificado sob o governo de Miguel Díaz-Canel. Protestos como os de julho de 2021, que foram os maiores desde o “maleconazo” de 1994, refletem a insatisfação popular. A crise alimentar é tão severa que o governo recorreu ao Programa Mundial de Alimentos para solicitar leite em pó.

Cenário Cultural e Social

O cenário cultural, que antes atraía turistas e celebridades, agora é marcado pelo desaparecimento de visitantes. Em áreas como a Plaza de Armas, a venda de livros e antiguidades foi interrompida, e a presença de artistas de rua é quase inexistente. Os poucos que ainda se apresentam, como um duo de cantores, lutam para encontrar público. A falta de recursos é evidente, com muitos cubanos mendigando nas ruas.

Além disso, a segurança que caracterizava a ilha está sendo questionada. O consumo de drogas, como uma nova substância conhecida como “El Químico”, tem se espalhado, e relatos de violência aumentam. Enquanto isso, uma nova classe média emergente, composta por proprietários de pequenas e médias empresas, se destaca em meio à crise, criando um contraste com a pobreza generalizada.

Desafios do Governo

O governo de Díaz-Canel enfrenta uma crescente desconfiança da população. A administração tem sido criticada por sua incapacidade de lidar com a crise econômica e por impor restrições que dificultam a vida dos cubanos. A administração de Donald Trump, por sua vez, intensificou o bloqueio econômico, dificultando ainda mais a recuperação da ilha.

Com a falta de uma imprensa livre, rumores e descontentamento se espalham rapidamente. A percepção de que o governo não tem um plano claro para o futuro gera incerteza entre os cidadãos. Cuba, que já foi vista como um símbolo de resistência, agora luta para encontrar um caminho viável em meio a uma crise profunda e prolongada.

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