- O presidente da República, Gustavo Petro, enfrenta críticas em relação ao Congresso e sua reforma trabalhista.
- Ele expressou desconfiança sobre a transparência das eleições de 2026, criticando a empresa Thomas Greg & Sons, responsável pela logística eleitoral.
- A empresa possui um contrato de R$ 2,1 bilhões com a Registraduría, que busca auditorias para garantir a integridade do processo.
- A diretora da Missão de Observação Eleitoral, Alejandra Barrios, defendeu a auditoria, mas alertou sobre a concentração de responsabilidades em uma única empresa.
- Petro também sugeriu a criação de uma Assembleia Constituinte nas eleições de 2026, enquanto as instituições reafirmam a importância de seguir os trâmites legais.
O presidente Gustavo Petro tem enfrentado crescente tensão com instituições democráticas, especialmente em relação ao Congresso e sua proposta de reforma trabalhista. Recentemente, ele expressou desconfiança sobre a transparência das eleições de 2026, criticando a logística delegada à empresa Thomas Greg & Sons, que possui um contrato de 2,1 bilhões de pesos com a Registraduría.
Petro argumenta que a influência de grandes empresários compromete a democracia, afirmando que sua reforma pensional está sendo sabotada por interesses privados. A Corte Constitucional rapidamente rechaçou suas alegações, destacando a necessidade de respeitar os trâmites legais. A tensão aumentou com a crítica à logística eleitoral, onde a empresa mencionada será responsável por 13 componentes técnicos do processo eleitoral, desde a inscrição de candidatos até a comunicação durante a votação.
A diretora da Missão de Observação Eleitoral, Alejandra Barrios, defendeu a importância da auditoria para garantir a transparência, ressaltando que a empresa já trabalhou em eleições anteriores consideradas transparentes. Barrios expressou preocupação com a concentração de responsabilidades em uma única empresa, mas reconheceu que isso pode facilitar a supervisão.
Nos últimos meses, Petro também teve conflitos com o Legislativo, ameaçando decretar uma consulta popular sobre questões trabalhistas e sanitárias. Embora tenha recuado após a aprovação de sua reforma trabalhista, ele sugeriu a criação de uma Assembleia Constituinte através de uma simbólica “oitava papeleta” nas eleições de 2026. Essa estratégia é vista como uma tentativa de manter o foco político longe de sua gestão, que enfrenta críticas em áreas como saúde e paz.
As instituições, por sua vez, têm respondido com firmeza. O registrador Hernán Penagos anunciou a busca por auditorias para as eleições de 2026, enfatizando que a integridade do processo deve ser garantida. A Corte Constitucional também tem reforçado a importância de seguir os procedimentos legais, destacando que a Constituição de 1991 deve ser defendida como um consenso nacional. A situação atual reflete um cenário de crescente polarização política, onde as instituições buscam reafirmar sua autoridade diante das pressões do governo.
Entre na conversa da comunidade