- Dez pessoas foram presas na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, por soltar balões.
- A ação ocorreu após denúncias sobre baloeiros na Rua Pinto Guedes.
- Os policiais do 6º Batalhão apreenderam um balão de 15 metros.
- A prática é considerada crime ambiental, com penas de 1 a 3 anos de detenção e multas a partir de R$ 10 mil, conforme a Lei Federal 9.605/1998.
- Entre janeiro e junho do ano passado, o Rio de Janeiro registrou 64 ocorrências relacionadas a balões, liderando o ranking nacional.
Dez pessoas foram presas na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, neste domingo (13) por soltar balões. A ação foi realizada por policiais do 6º Batalhão, que atuaram após denúncias sobre a presença de baloeiros na Rua Pinto Guedes. Ao chegarem ao local, os agentes flagraram o grupo aguardando a queda de um balão de 15 metros, que foi apreendido.
Os detidos foram levados à 19ª DP (Tijuca) para registro da ocorrência. A prática de soltar, vender ou transportar balões é considerada crime ambiental, com penas que variam de 1 a 3 anos de detenção e multas a partir de R$ 10 mil, conforme a Lei Federal 9.605/1998. Mesmo sem a ocorrência de incêndios, a atividade é ilegal e pode resultar em punições adicionais caso cause danos ao patrimônio ou riscos à aviação.
Um levantamento do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) revelou que, entre janeiro e junho do ano passado, o Rio de Janeiro registrou 64 ocorrências de balões, liderando o ranking nacional. Em comparação, Curitiba teve apenas 18 casos no mesmo período. Os balões, uma vez lançados, tornam-se objetos incontroláveis, podendo percorrer áreas urbanas e florestas, além de invadir o espaço aéreo.
Gerardo Portela, especialista em riscos e segurança, critica a prática, afirmando que soltar balões é uma atividade ultrapassada. Ele sugere que tecnologias modernas, como drones, poderiam substituir essa tradição, proporcionando efeitos visuais de forma mais segura e controlada. “Estamos em 2025. Quem ainda solta balão está fora de moda”, lamentou Portela, enfatizando a necessidade de evolução nas celebrações.
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