- O médico de cuidados paliativos, Johannes M., começou a ser julgado em Berlim por assassinar 15 pacientes com injeções letais entre setembro de 2021 e julho de 2024.
- As vítimas, 12 mulheres e três homens, tinham idades entre 25 e 94 anos.
- O réu é acusado de administrar sedativos e relaxantes musculares que causaram a morte em minutos, sem o consentimento das vítimas.
- A Promotoria pede pena de prisão perpétua, afirmando que o médico abusou da confiança dos pacientes.
- Investigações revelaram 96 mortes adicionais sob suspeita, incluindo a sogra do médico, que ocorreu em circunstâncias questionáveis.
Um médico de cuidados paliativos, Johannes M., começou a ser julgado em Berlim por assassinar 15 pacientes com injeções letais entre setembro de 2021 e julho de 2024. As vítimas, 12 mulheres e três homens, tinham idades entre 25 e 94 anos. O réu é acusado de administrar um coquetel mortal de sedativos e, em pelo menos cinco casos, de incendiar as residências das vítimas para ocultar os crimes.
A denúncia que levou à prisão de Johannes M. em agosto de 2024 partiu de uma colega de trabalho, que notou a quantidade suspeita de mortes de pacientes sob seus cuidados. Inicialmente, as investigações apontaram para quatro mortes, mas logo se expandiram para um total de 15 assassinatos. Além disso, 96 mortes adicionais estão sob investigação, incluindo o falecimento da sogra do médico, que ocorreu em circunstâncias questionáveis.
Os promotores afirmam que o médico abusou da confiança dos pacientes, agindo como “mestre da vida e da morte”. Ele teria administrado anestésicos e relaxantes musculares que causaram a morte em minutos, sem o conhecimento ou consentimento das vítimas. O promotor Philipp Meyhöfer destacou que o réu não tinha motivos além de matar e pediu uma pena de prisão perpétua.
O caso de Johannes M. remete ao de Niels Hoegel, enfermeiro condenado por assassinar 85 pacientes, levantando preocupações sobre a confiança em profissionais de saúde. O médico, apelidado de “Doutor Morte” pela mídia, não se pronunciou sobre as acusações até o momento.
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