- Nayomie Mendoza, proprietária do Cuernavaca’s Grill, relata uma queda de 80% nas vendas devido ao clima de medo gerado pelas operações de imigração em Los Angeles.
- O LA Fashion District, com alta concentração de imigrantes latinos, enfrenta uma crise, com comerciantes relatando que muitos clientes evitam sair de casa.
- O governo federal, sob a administração Trump, intensificou a repressão em áreas com grande presença de trabalhadores sem documentos.
- Protestos surgiram em resposta às operações migratórias, refletindo a indignação da comunidade local.
- Comerciantes, como Manuel Suárez, afirmam que a situação atual é pior do que durante a pandemia, com muitos fechando lojas ou reduzindo funcionários.
Nayomie Mendoza, proprietária do Cuernavaca’s Grill, um restaurante mexicano no LA Fashion District, enfrenta uma queda de 80% nas vendas devido ao clima de medo gerado pelas operações de imigração da administração Trump. O bairro, conhecido por sua alta concentração de imigrantes latinos, tornou-se um alvo das políticas rigorosas do governo federal, que intensificou a repressão em áreas com grande presença de trabalhadores sem documentos.
As calçadas do LA Fashion District, normalmente movimentadas, estão vazias. “O que nos salva é o serviço de entrega, que representa cerca de 20% das vendas”, afirmou Mendoza. O impacto das operações migratórias é sentido não apenas por restaurantes, mas por indústrias inteiras. Comerciantes relatam que muitos clientes evitam sair de casa, temendo represálias.
O governo Trump declarou que não recuará em sua ofensiva. “Vamos a todos os lugares, na hora que quisermos, em Los Angeles”, disse Gregory Bovino, da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos. A cidade, que se declarou um “santuário” para imigrantes, agora vive um clima de tensão. Protestos surgiram em resposta às operações, refletindo a indignação da comunidade.
Manuel Suárez, dono de uma loja de brinquedos, também sente os efeitos da crise. “Agora é pior do que durante a pandemia, quando ainda havia vendas”, comentou. Muitos comerciantes estão fechando suas lojas ou reduzindo o número de funcionários devido à queda nas vendas. O medo permeia o ambiente, com comerciantes se comunicando por walkie-talkies para alertar sobre a presença de autoridades.
Jose Yern, administrador da Anita’s Bridal Boutique, destacou que as operações migratórias “semearam o medo em nossa comunidade”. A situação se agrava, e os comerciantes se sentem encurralados, mas afirmam que não vão desistir. “Vamos ficar jogando gato e rato. Vamos ver quem cansa primeiro”, disse um vendedor anônimo, refletindo a resiliência da comunidade diante da adversidade.
Entre na conversa da comunidade