- A Prefeitura de Diadema adquiriu um drone de R$ 365 mil para dispersar festas irregulares, conhecidas como “pancadões”.
- O equipamento, que lança gás lacrimogêneo, foi comprado sem licitação, gerando críticas da oposição.
- A administração municipal justifica a compra como parte do programa de segurança “Diadema Segura”.
- Críticos afirmam que o uso do drone pode criminalizar o lazer popular e causar tumultos em eventos.
- A gestão do prefeito Taka Yamauchi já havia implementado outras medidas, como o uso de um caminhão que atirava jatos d’água.
A Prefeitura de Diadema, na Grande São Paulo, adquiriu um drone de R$ 365 mil para dispersar festas irregulares, especialmente os chamados “pancadões”. O equipamento, que lança gás lacrimogêneo, foi comprado sem licitação, gerando críticas da oposição e preocupações sobre a segurança pública.
A aquisição do drone, da empresa Condor S/A Indústria Química, foi justificada pela administração municipal como parte de um programa de segurança chamado “Diadema Segura”. Segundo a prefeitura, o uso do drone permitirá uma atuação mais planejada e eficaz em aglomerações, aumentando a segurança tanto para a população quanto para os agentes de segurança.
Críticos, incluindo vereadores da oposição, argumentam que a compra do drone ignora as prioridades da cidade e pode causar tumultos em eventos com grande público. A vereadora Patrícia Ferreira (PT) destacou que o equipamento pode ser uma forma de criminalizar o lazer popular, lembrando do Massacre de Paraisópolis em 2019, quando nove jovens morreram durante uma ação policial em um baile funk.
Tensão nas Comunidades
A gestão do prefeito Taka Yamauchi (MDB) já havia implementado outras medidas para combater os “pancadões”, como a utilização de um caminhão que lançava jatos d’água. No entanto, a atual administração enfrenta crescente resistência nas comunidades periféricas, onde os bailes se tornaram mais frequentes após a pandemia.
Além do drone, a prefeitura também demoliu comércios na comunidade do Pombal, alegando que eles abasteciam os bailes. Essa ação gerou revolta entre os comerciantes, que se sentiram prejudicados. A gestão municipal, por sua vez, defende que o combate aos “pancadões” é uma prioridade para garantir a segurança e o bem-estar da população.
O prefeito Taka afirmou que a aquisição do drone é uma ferramenta estratégica e não letal, destinada a melhorar a segurança pública. Ele ressaltou que a administração está comprometida em enfrentar os desafios de segurança na cidade, buscando um equilíbrio entre a ordem e o respeito aos direitos dos cidadãos.
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