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Eduardo Bolsonaro renuncia ao mandato na Câmara; conheça outros casos semelhantes

Eduardo Bolsonaro renuncia ao mandato e se afasta de questões legais envolvendo o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado no STF.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou ao 'Estadão' que deve renunciar ao mandato na Câmara. (Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados)
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  • O deputado federal Eduardo Bolsonaro anunciou que não retornará ao Brasil e renunciará ao seu mandato na Câmara dos Deputados.
  • A decisão foi comunicada à Coluna do Estadão nesta segunda-feira, 14 de julho de 2025.
  • Eduardo reside nos Estados Unidos e estava em licença desde março, devido a problemas judiciais envolvendo seu pai, Jair Bolsonaro, que enfrenta acusações no Supremo Tribunal Federal.
  • A renúncia é uma estratégia para se distanciar das questões legais que envolvem sua família.
  • Eduardo foi eleito por quase 742 mil votos e agora deverá formalizar sua renúncia à Mesa Diretora da Câmara.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que não retornará ao Brasil e renunciará ao seu mandato na Câmara dos Deputados. A decisão foi comunicada à Coluna do Estadão nesta segunda-feira, 14, e ocorre em meio a problemas judiciais envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta acusações no Supremo Tribunal Federal (STF).

Eduardo, que estava em licença desde março e reside nos Estados Unidos, afirmou que sua renúncia é uma forma de se distanciar de questões legais que envolvem sua família. O ex-presidente é investigado por supostas tentativas de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. O deputado já havia solicitado licença para buscar sanções contra autoridades brasileiras, visando proteger seu pai de possíveis condenações.

A renúncia de Eduardo não é um caso isolado na política brasileira. Historicamente, muitos parlamentares optaram por essa estratégia para evitar processos de cassação e preservar seus direitos políticos. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, é um exemplo, tendo renunciado em duas ocasiões para escapar de sanções legais.

Eduardo Bolsonaro, que foi eleito por quase 742 mil votos, agora deverá formalizar sua renúncia à Mesa Diretora da Câmara. A declaração não precisa de aprovação, mas terá validade após ser lida no expediente ou publicada no Diário Oficial. A situação do deputado reflete um contexto de crescente tensão política e judicial no Brasil, especialmente em relação à família Bolsonaro.

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