- O general Luiz Eduardo Ramos, ex-ministro e amigo de Jair Bolsonaro, se isolou em Resende, Rio de Janeiro.
- Ele se afastou do cenário político em meio a investigações da Polícia Federal sobre uma suposta trama golpista.
- Enquanto seus ex-colegas enfrentam graves acusações, Ramos se livrou de processos no Supremo Tribunal Federal.
- Após ser escanteado por Bolsonaro em 2021, ele reside em uma casa de quase 400 m² e tem aproveitado a vida fora do governo.
- A situação de outros ex-integrantes do governo é preocupante, com o general Walter Braga Netto preso e Augusto Heleno enfrentando possíveis condenações.
O general Luiz Eduardo Ramos, ex-ministro e amigo de Jair Bolsonaro, se afastou do cenário político e se isolou em Resende, no Rio de Janeiro. O movimento ocorre em meio a investigações da Polícia Federal sobre uma suposta trama golpista envolvendo membros do governo anterior. Enquanto seus ex-colegas enfrentam sérias acusações, Ramos se livrou de processos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ramos, que ocupou cargos importantes como a Secretaria de Governo e a Casa Civil durante a gestão Bolsonaro, decidiu se afastar após ser escanteado pelo ex-presidente em 2021. Desde então, ele reside em uma casa de quase 400 m² no condomínio Terras Alphaville Resende, onde tem aproveitado a vida fora do governo, viajando com a família e adotando um novo visual.
A situação de seus ex-colegas é alarmante. O general Walter Braga Netto está preso há seis meses, enquanto Augusto Heleno, outro alto oficial, pode enfrentar uma condenação de mais de 40 anos. Em contraste, Ramos não apenas evitou problemas legais, mas também se distanciou das polêmicas que marcaram o governo Bolsonaro.
Ramos e Bolsonaro se conhecem desde 1973, quando ingressaram na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Apesar de sua longa amizade, o general perdeu acesso ao ex-presidente após sua saída da Casa Civil. Em 2022, após a derrota de Bolsonaro nas eleições, Ramos recebeu uma proposta de trabalho como consultor, mas teve que comunicar à Comissão de Ética Pública devido a um potencial conflito de interesse.
A relação entre Ramos e Bolsonaro sempre foi marcada por episódios emblemáticos, como a proibição de Bolsonaro de entrar na Academia Militar em 1992. Mesmo após a tumultuada saída de Bolsonaro do Exército, os dois mantiveram uma amizade sólida, que se refletiu em apoio mútuo durante a campanha presidencial de 2018. Ramos foi escolhido por Bolsonaro para cargos estratégicos, mas sua trajetória no governo foi marcada por crises internas e descontentamento de outros ministros.
Atualmente, enquanto Ramos desfruta de sua vida fora da política, a situação de seus ex-colegas continua a se deteriorar, refletindo as tensões e divisões que marcaram o governo Bolsonaro.
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