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Idosas trans argentinas pedem reparação histórica e denunciam exclusão social

Governo de Javier Milei impõe restrições a direitos da comunidade LGBTI+ na Argentina, intensificando a luta por dignidade e reparação.

'Las Historicas', coletivo de mulheres trans marcha em Argentina. (Foto: Reprodução)
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  • A comunidade LGBTI+ na Argentina enfrenta novos desafios sob o governo de Javier Milei, que assumiu em dezembro de 2023.
  • O governo implementou mudanças que restringem o acesso a tratamentos hormonais para menores e alterou a Lei de Identidade de Gênero.
  • Mulheres trans se reuniram na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, para protestar por reparações históricas e exigir reconhecimento pelos abusos sofridos.
  • Participantes destacaram a luta contínua por direitos e a necessidade de uma “velhice digna”, devido à baixa expectativa de vida do coletivo.
  • O governo também promoveu cortes em programas sociais voltados para gênero e diversidade, intensificando o discurso de ódio contra a comunidade.

A comunidade LGBTI+ na Argentina, que já conquistou direitos significativos como o casamento igualitário e a lei de identidade de gênero, enfrenta novos desafios sob o governo de Javier Milei. Desde sua posse, em dezembro de 2023, o governo implementou mudanças que restringem o acesso a tratamentos hormonais para menores e promove um discurso antiderechos que afeta diretamente a comunidade trans.

Recentemente, mulheres trans se reuniram na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, para protestar por reparações históricas. Claudia Susana Cepeda, de 69 anos, destacou a luta contínua da comunidade, afirmando que “queremos viver nossos últimos anos tranquilas”. As participantes, muitas delas sobreviventes de violência e discriminação, exigem reconhecimento e reparação pelos abusos sofridos ao longo das décadas.

Erika Noely Moreno, de 50 anos, enfatizou que a luta por direitos ainda é necessária, pois muitas companheiras enfrentam dificuldades financeiras e exclusão social. A expectativa de vida do coletivo LGBTI+ é alarmantemente baixa, e a necessidade de uma “velhice digna” é um dos principais focos do movimento.

Retrocessos e Desafios

As recentes políticas de Milei incluem a modificação da Lei de Identidade de Gênero, que limita o acesso a tratamentos hormonais e determina que pessoas cumpram penas de acordo com o sexo atribuído ao nascimento. Essas mudanças geram preocupações sobre a segurança e os direitos das pessoas trans no sistema penal.

Além disso, o governo tem promovido cortes em programas sociais voltados para gênero e diversidade, intensificando o discurso de ódio contra a comunidade. Dana Valiente, de 53 anos, ressaltou que a luta por direitos é uma questão de sobrevivência, afirmando que “as travestis não têm nada a perder, porque já perdemos tudo”.

A mobilização na Plaza de Mayo simboliza a resiliência da comunidade LGBTI+ argentina, que continua a lutar por dignidade e reconhecimento em um cenário de retrocessos. As vozes que ecoam na praça são um lembrete da longa batalha por direitos e da necessidade de um futuro mais inclusivo.

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