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Mauro Cid critica postura ‘ostensiva’ de Mario Fernandes no fim do governo Bolsonaro

Tenente-coronel Mauro Cid revela plano de assassinato contra Lula e Alckmin em audiência no STF, ampliando investigações sobre ações golpistas.

Mauro Cid ao lado do advogado, Dr. Cezar Roberto Bitencourt, em interrogatório de ação penal da trama golpista (Foto: Ton Molina/STF)
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  • O tenente-coronel Mauro Cid revelou em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) que o general da reserva Mario Fernandes tinha uma postura “ostensiva” e “acintosa”.
  • Cid afirmou que Fernandes influenciava outros militares em uma suposta trama golpista e buscava o ex-presidente Jair Bolsonaro com uma visão “mais radical”.
  • O tenente-coronel destacou que Fernandes se comunicava ativamente em grupos de WhatsApp.
  • Cid mencionou que Fernandes elaborou um documento chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que continha um plano de assassinato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
  • A defesa de Fernandes não nega a autoria do documento, mas afirma que ele não foi apresentado a ninguém.

O tenente-coronel Mauro Cid, em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que o general da reserva Mario Fernandes tinha uma postura “ostensiva” e “acintosa”, influenciando outros militares em uma suposta trama golpista. Cid, que é réu no “núcleo crucial” da ação penal, está colaborando como informante após um acordo de delação premiada.

Cid afirmou que Fernandes buscava o ex-presidente Jair Bolsonaro com uma visão “mais radical” sobre as ações. Ele destacou que a influência de Fernandes se estendia a grupos de militares, onde suas ideias eram amplamente discutidas. “Ele estava bem ostensivo, bem acintoso nas ideias dele,” disse Cid, referindo-se à comunicação ativa de Fernandes em grupos de WhatsApp.

Além disso, Cid mencionou que Fernandes foi o responsável pela elaboração do documento “Punhal Verde e Amarelo,” que continha um plano de assassinato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, antes da posse. A defesa de Fernandes não nega a autoria do documento, mas afirma que ele não foi apresentado a ninguém.

Essas revelações ocorrem em um contexto de investigações mais amplas sobre ações radicais de militares e ameaças à democracia, envolvendo figuras próximas ao ex-presidente Bolsonaro. As implicações dessas declarações podem ter um impacto significativo nas investigações em andamento.

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