- A Câmara dos Deputados pode votar o Projeto de Lei 2.159/2021 nesta segunda-feira.
- O projeto altera o licenciamento ambiental no Brasil, gerando preocupações sobre a Amazônia e a Mata Atlântica.
- A proposta pode comprometer acordos internacionais, como o Acordo de Paris e a Convenção da Diversidade Biológica.
- A nova legislação pode aumentar o desmatamento e a poluição, ao permitir aprovações rápidas para projetos de baixo impacto.
- Mais de 350 organizações pedem o adiamento da votação para discutir as novas regras.
A Câmara dos Deputados pode votar nesta segunda-feira o Projeto de Lei 2.159/2021, que propõe mudanças significativas no licenciamento ambiental no Brasil. A proposta gera preocupações sobre os impactos na Amazônia e na Mata Atlântica, além de compromissos internacionais.
O PL altera o sistema de controle e avaliação de impactos ambientais, o que, segundo o Observatório do Clima, representa uma grave ameaça ao cumprimento de acordos como o Acordo de Paris e a Convenção da Diversidade Biológica. A carta enviada ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destaca que a mudança pode prejudicar a confiança dos países amazônicos no Brasil, afetando a cooperação regional e as estratégias contra o desmatamento.
Além disso, o projeto reduz o papel da Funai e do Incra, comprometendo os direitos dos povos indígenas. A proposta também pode impactar o Acordo de Associação entre Mercosul e União Europeia, ao ferir cláusulas socioambientais. A aprovação do PL pode expor o Brasil a questionamentos de parceiros comerciais sobre sua política ambiental.
Riscos e Consequências
A nova legislação pode resultar em um aumento do desmatamento e da poluição atmosférica. A mudança no licenciamento, que permite aprovações rápidas para projetos de interesse nacional, é criticada por ambientalistas como um “licenciamento da pressão política”. A proposta estabelece um processo monofásico, sem restrições para projetos de baixo impacto, o que pode afetar 90% dos licenciamentos concedidos pelos estados.
Entidades da sociedade civil e representantes de empresários já manifestaram preocupações sobre os riscos da proposta. Um manifesto assinado por mais de 350 organizações pede o adiamento da votação para ampliar o debate sobre as novas regras. Marcos Woortmann, do Instituto Democracia e Sociedade, ressalta que a decisão do Congresso terá repercussões diretas na imagem do Brasil no cenário internacional, especialmente com a COP 30 se aproximando.
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