- Paul Biya, presidente de Camarões, anunciou sua candidatura à reeleição em outubro, buscando um oitavo mandato.
- Ele está no poder há 43 anos e é o chefe de estado mais antigo do mundo.
- A decisão ocorre em meio a pressões populares e após a saída de aliados importantes, que criticaram sua administração.
- A oposição se mobiliza com novas candidaturas, incluindo Maurice Kamto, Joshua Osih e Akere Muna.
- Biya aboliu os limites de mandato em 2008, permitindo sua busca por reeleição indefinidamente.
Paul Biya, presidente de Camarões, anunciou sua candidatura à reeleição em outubro, buscando um oitavo mandato. O político, que já está no poder há 43 anos, é o chefe de estado mais antigo do mundo e enfrenta crescente pressão popular para deixar o cargo. Em uma postagem nas redes sociais, Biya afirmou que sua decisão foi motivada por “numerosos e insistentes” pedidos de cidadãos de diversas regiões do país e da diáspora.
A administração de Biya tem sido alvo de críticas por corrupção, má governança e ineficácia no combate a desafios de segurança. Preocupações sobre sua saúde também são recorrentes, especialmente após sua ausência pública por mais de seis semanas no ano passado, o que gerou especulações sobre seu estado. Apesar disso, ele nunca perdeu uma eleição desde que assumiu o poder em 1982.
Recentemente, Biya enfrentou uma “divórcio político” com aliados importantes, como o ministro Issa Tchiroma Bakary e o ex-primeiro-ministro Bello Bouba Maigari, que deixaram a coalizão governista e anunciaram suas próprias candidaturas. Tchiroma, em particular, criticou a administração, afirmando que a confiança pública foi “quebrada”.
A oposição também se mobiliza, com figuras como Maurice Kamto, que foi o segundo colocado nas eleições de 2018, e outros candidatos como Joshua Osih e Akere Muna, se preparando para a disputa. Enquanto isso, membros do partido governista, o Movimento Democrático do Povo Camaronês, continuam a apoiar Biya, que aboliu os limites de mandato em 2008, permitindo sua busca por reeleição indefinidamente. Se vencer, poderá governar até quase completar 100 anos.
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