- O traficante Pedro Paulo Lucas Adriano do Nascimento, conhecido como Titauro, foi morto em uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, no dia 11 de agosto.
- Titauro, com mais de 60 anotações criminais, era responsável por uma central de internet na comunidade, que ajudava na arrecadação do Comando Vermelho (CV).
- A operação resultou em confrontos que levaram ao fechamento de nove escolas e à suspensão das atividades externas da clínica da família.
- Durante a ação, a polícia apreendeu um fuzil, munições, carregadores e um colete à prova de balas. Titauro foi socorrido, mas não sobreviveu aos ferimentos.
- O Morro dos Macacos é disputado entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro (TCP), que tenta recuperar o território, intensificando a violência na região.
Morreu na sexta-feira (11) o traficante Pedro Paulo Lucas Adriano do Nascimento, conhecido como Titauro, durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Titauro, que tinha mais de 60 anotações criminais, era responsável por uma central de internet na comunidade, que visava aumentar a arrecadação do Comando Vermelho (CV).
A operação do Bope resultou em confrontos que afetaram a rotina local, levando ao fechamento de nove escolas e à suspensão das atividades externas da clínica da família. A polícia apreendeu com Titauro um fuzil, munições, carregadores e um colete à prova de balas. Ele foi socorrido ao Hospital Municipalizado do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos.
Conflitos na Região
O Morro dos Macacos tem sido um ponto de disputa entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro (TCP). Titauro, que anteriormente estava ligado ao TCP, migrou para o CV no início de 2024 e liderou invasões ao Morro dos Macacos, atualmente sob domínio do CV. O TCP tenta recuperar o território, intensificando os conflitos na região.
Moradores relatam que a violência tem aumentado desde o final do ano passado. Uma residente comentou que a situação se agravou em dezembro e teve uma pausa durante o carnaval, mas voltou a se intensificar recentemente. A operação do Bope foi um reflexo dessa escalada de violência, que já dura quatro dias consecutivos de confrontos.
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