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Amigo de Michael Jackson é acusado de extorquir R$ 1,18 bilhão do espólio

Frank Cascio é acusado de extorquir US$ 213 milhões do espólio de Michael Jackson, ameaçando divulgar alegações contraditórias após "Leaving Neverland".

A amizade de décadas, repleta de defesas públicas e elogios, virou caso de justiça e ameaça ao legado de um dos maiores astros da música pop. (Foto: Reprodução/Getty)
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  • Frank Cascio, ex-amigo de Michael Jackson, é acusado de extorsão contra o espólio do cantor.
  • Ele teria tentado obter US$ 213 milhões em troca de não divulgar alegações que contradizem suas defesas anteriores sobre Jackson.
  • As acusações surgiram após o documentário “Leaving Neverland”, que reacendeu polêmicas sobre o cantor.
  • Os advogados do espólio afirmam que Cascio ameaçou divulgar informações prejudiciais à imagem de Jackson e aos negócios do espólio.
  • Um acordo confidencial foi feito em janeiro de 2020, mas Cascio exigiu mais dinheiro em julho de 2024, mantendo a ameaça de tornar as alegações públicas.

Frank Cascio, amigo próximo de Michael Jackson, agora enfrenta acusações de extorsão contra o espólio do cantor. Ele teria tentado obter US$ 213 milhões (aproximadamente R$ 1,18 bilhão) em troca de não divulgar alegações que contradizem suas defesas anteriores sobre Jackson, após o documentário “Leaving Neverland”.

Cascio, que foi parte do círculo íntimo de Jackson por mais de 30 anos, sempre defendeu a inocência do cantor em relação a acusações de má conduta. Em seu livro, “My Friend Michael”, ele afirmou que o amor de Jackson pelas crianças era “inocente e profundamente incompreendido”. No entanto, a situação mudou após a exibição do documentário da HBO em 2019, que reacendeu as controvérsias.

Os advogados do espólio, John Branca e John McClain, alegam que Cascio e seus representantes tentaram negociar a venda de materiais e consultorias, mas a situação evoluiu para um “esquema de extorsão civil”. O processo judicial revela que Cascio ameaçou divulgar informações não especificadas que poderiam prejudicar a imagem de Jackson e os negócios do espólio, incluindo a venda de parte do catálogo musical do cantor para a Sony.

Em janeiro de 2020, um acordo confidencial foi feito, mas em julho de 2024, Cascio, agora representado pelo advogado Mark Geragos, exigiu mais dinheiro, mantendo a ameaça de tornar as alegações públicas. Os advogados do espólio já tentaram forçar a arbitragem prevista no contrato, buscando evitar um processo de difamação.

Cascio, que sempre negou qualquer comportamento inadequado por parte de Jackson, agora é acusado de tentar transformar sua narrativa em uma forma de lucro. Branca afirmou que tentativas de manchar a memória de Michael Jackson para obter ganhos financeiros não terão sucesso. Até o momento, Cascio e seu advogado não comentaram sobre as acusações.

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