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Argentino detido na Venezuela por terrorismo permanece incomunicável há sete meses

Gendarme argentino permanece sem contato há sete meses, enquanto Argentina denuncia detenção como arbitrária e gera crise diplomática com a Venezuela.

Nahuel Agustín Gallo (Foto: Redes sociais)
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  • Nahuel Agustín Gallo, gendarme argentino, está detido na Venezuela desde 8 de dezembro de 2023, enfrentando acusações de terrorismo e conspiração.
  • Sua esposa, María Alexandra Gómez, denunciou que ele não teve contato com advogados ou familiares por sete meses, caracterizando a situação como desaparecimento forçado.
  • Gallo foi preso ao entrar na Venezuela pela fronteira com a Colômbia, sem mandado de prisão ou registros em tribunais.
  • O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou que Gallo tem vínculos com um grupo que planejava ações desestabilizadoras.
  • A detenção gerou uma crise diplomática entre Argentina e Venezuela, com o governo argentino classificando a prisão como arbitrária e injustificada.

Um gendarme argentino, Nahuel Agustín Gallo, está detido na Venezuela desde 8 de dezembro de 2023, enfrentando acusações de terrorismo e conspiração. Sua esposa, María Alexandra Gómez, denunciou que ele está há sete meses sem contato com advogados ou familiares, caracterizando a situação como um desaparecimento forçado.

Gallo foi preso ao entrar na Venezuela pela fronteira com a Colômbia, onde viajava para se encontrar com sua família. Segundo Gómez, são 218 dias sem mandado de prisão ou registros em tribunais, sem direito a defesa legal. Em suas palavras, essa situação representa um crime contra a humanidade.

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, declarou que Gallo seria processado por manter vínculos com um grupo que planejava ações desestabilizadoras no país. A detenção gerou forte reação do governo argentino, que a classificou como arbitrária e injustificada. O ministro das Relações Exteriores, Gerardo Werthein, afirmou que as acusações são uma “grande mentira”.

Crise Diplomática

A situação de Gallo contribuiu para o agravamento das relações entre Argentina e Venezuela. Em julho de 2024, a Argentina rompeu relações diplomáticas com o país vizinho após o presidente Javier Milei se recusar a reconhecer a reeleição de Nicolás Maduro, alegando fraude eleitoral. A crise continua a se intensificar, refletindo a tensão entre os dois países.

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