- Jair Bolsonaro manifestou vergonha pelo pedido de condenação da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação a ele e outros réus na trama golpista.
- Durante entrevista ao portal Poder360, ele afirmou que não pode ser responsabilizado pelos atos de depredação de 8 de janeiro, pois estava nos Estados Unidos.
- Bolsonaro criticou o procurador-geral Paulo Gonet, chamando o relatório de “vergonhoso” e alegou que é “quase impossível” se defender de uma acusação que considera absurda.
- Ele reiterou que não pretende deixar o Brasil, apesar de estar com o passaporte retido devido às investigações.
- As alegações finais da PGR foram entregues no dia anterior, e a acusação envolve não apenas a depredação, mas também a articulação de ações que levaram aos eventos de 8 de janeiro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestou, nesta terça-feira (15), vergonha pelo pedido de condenação da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação a ele e outros sete réus envolvidos na trama golpista. Durante entrevista ao portal Poder360, Bolsonaro afirmou que não pode ser responsabilizado por atos de depredação ocorridos em 8 de janeiro, já que estava nos Estados Unidos na ocasião.
Bolsonaro criticou o procurador-geral Paulo Gonet, chamando o relatório de “vergonhoso”. Ele argumentou que é “quase impossível” se defender de uma acusação que considera absurda, comparando-a a se defender de um crime que nunca ocorreu. O ex-presidente, que já foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ataques ao sistema de votação, é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e está inelegível até 2030.
Defesa e Críticas
O ex-presidente reiterou que não tinha intenção de deixar o Brasil, apesar de estar com o passaporte retido devido às investigações. “Estou com 70 anos, cheio de problemas de saúde, como é que vou para outro país?”, questionou. Ele também comentou sobre a escolha de Gonet para o cargo, afirmando que não tinha problemas com ele antes da nomeação por Lula (PT).
As alegações finais da PGR foram entregues na segunda-feira (14), e a acusação não se limita a Bolsonaro depredar patrimônio, mas sim a articular ações que levaram aos eventos de 8 de janeiro. O ex-presidente continua a se defender, afirmando que sua presença fora do país o isenta de responsabilidade pelos atos ocorridos.
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