- Milhares de brasileiros em Portugal assinaram uma carta aberta ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa contra um pacote de leis de imigração.
- O projeto, que será votado no Parlamento, visa restringir a entrada e permanência de imigrantes, afetando o reagrupamento familiar.
- A advogada Erica Acosta organizou a iniciativa, coletando mais de mil assinaturas, e destaca que a proposta pode separar famílias.
- A carta será enviada ao Palácio de Belém no dia da votação, pedindo a fiscalização do Tribunal Constitucional.
- A mobilização também recebeu apoio de imigrantes de outras nacionalidades e cidadãos portugueses, refletindo uma resistência à proposta.
Milhares de brasileiros em Portugal estão mobilizados contra um pacote de leis de imigração que será votado nesta quarta-feira no Parlamento. A proposta, que visa restringir a entrada e permanência de imigrantes, inclui medidas que afetam diretamente o reagrupamento familiar.
A advogada carioca Erica Acosta, responsável pela iniciativa, organizou uma carta aberta ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa, solicitando que ele vete o projeto. Mais de mil assinaturas foram coletadas, refletindo a preocupação da comunidade brasileira. Acosta destaca que a proposta pode resultar na separação de famílias, com pais e mães distantes de seus filhos por longos períodos.
A carta será enviada ao Palácio de Belém no mesmo dia da votação, como um apelo à fiscalização preventiva da constitucionalidade pelo Tribunal Constitucional. A advogada enfatiza que o projeto, apoiado pela Aliança Democrática e pelo partido de ultradireita Chega, pode violar direitos fundamentais, como o direito à unidade familiar.
Mobilização da Comunidade
Além dos brasileiros, a petição recebeu apoio de imigrantes de outras nacionalidades e cidadãos portugueses. Acosta, que vive em Portugal desde 2021, afirma que a mobilização é um gesto simbólico de resistência e um apelo democrático. A proposta de lei já passou por uma primeira votação, que foi adiada, e agora será analisada novamente no plenário.
As alterações na Lei da Nacionalidade, que também restringem o acesso à cidadania, serão discutidas em setembro. As principais mudanças na Lei de Estrangeiros incluem a limitação do reagrupamento familiar, que se tornou um foco de críticas. A comunidade espera que o Tribunal Constitucional intervenha para proteger os direitos dos imigrantes.
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