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Defesas rebatem pedido de condenação da PGR em caso de trama golpista

Procuradoria-Geral da República pede condenação de Jair Bolsonaro por liderar tentativa de golpe que ameaçou a democracia brasileira.

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, durante ato na Paulista (Foto: Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo)
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  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado.
  • A denúncia foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e caracteriza os acusados como parte de uma organização criminosa que ameaçou a democracia brasileira.
  • A PGR afirma que Bolsonaro foi o líder da organização e o principal responsável pelos atos que visavam a ruptura do Estado democrático de Direito.
  • Bolsonaro se defendeu, chamando as acusações de “estapafúrdias” e alegou que estava nos Estados Unidos durante os eventos que resultaram nas acusações.
  • A defesa de outros réus criticou as alegações da PGR, e o processo aguarda análise do STF.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. A denúncia, apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), caracteriza os acusados como parte de uma organização criminosa que ameaçou a democracia brasileira.

Na peça protocolada, a PGR afirma que Bolsonaro foi o líder da organização criminosa, sendo o principal responsável pelos atos que visavam a ruptura do Estado democrático de Direito. O procurador-geral, Paulo Gonet, destacou que os crimes cometidos não apenas colocaram em risco a estabilidade do país, mas também causaram prejuízos significativos ao patrimônio público.

Bolsonaro, em resposta, chamou as acusações de “estapafúrdias” e expressou vergonha ao ver os crimes pelos quais está sendo processado. Ele argumentou que estava nos Estados Unidos durante os eventos que resultaram nas acusações de depredação de patrimônio. A defesa do ex-presidente e de outros réus, como Almir Garnier, criticou as alegações da PGR, afirmando que a acusação mistura “fantasias” e fere princípios jurídicos.

Reação das Defesas

Os advogados dos réus, incluindo os ex-ministros Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira, não se pronunciaram sobre as alegações finais. A defesa de Garnier, representada por Demóstenes Torres, questionou a legitimidade do pedido da PGR, que sugere a diminuição da pena para o delator Mauro Cid, considerando-o uma proposta “desleal”.

A PGR também incluiu no núcleo da ação figuras como Augusto Heleno e Braga Netto, além do deputado Alexandre Ramagem. O processo, que já se arrasta por meses, aguarda agora a análise do STF, que decidirá sobre o futuro dos réus envolvidos.

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