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Mourão critica interferência de Trump em processo contra Bolsonaro

Hamilton Mourão defende Jair Bolsonaro e critica interferência dos EUA no processo judicial, destacando a necessidade de resolução interna.

Senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). (Foto: Pedro França/Agência Senado)
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  • O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em audiência na Comissão de Relações Exteriores, realizada em quinze de julho.
  • Mourão criticou a interferência dos Estados Unidos no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Ele afirmou que a questão deve ser resolvida internamente, destacando que há uma injustiça contra Bolsonaro.
  • Na audiência, Mourão se referiu às declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que chamou o processo de “caça às bruxas” ao anunciar tarifas sobre produtos brasileiros.
  • A Procuradoria-Geral da República enviou alegações finais ao STF, reiterando a acusação de que Bolsonaro liderou uma organização criminosa com intenção de implementar um golpe.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante audiência na Comissão de Relações Exteriores, ocorrida nesta terça-feira, 15. Mourão, que foi vice-presidente de Bolsonaro entre 2019 e 2022, criticou a interferência dos Estados Unidos no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não aceito que o Trump venha meter o bedelho em um caso que é interno nosso,” afirmou Mourão, referindo-se às declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que, ao anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, chamou o processo contra Bolsonaro de “caça às bruxas”. O senador destacou que a questão deve ser resolvida pelos brasileiros, afirmando que “há uma injustiça sendo praticada contra o presidente Bolsonaro.”

Na última segunda-feira, 14, a Procuradoria-Geral da República enviou suas alegações finais ao STF, reiterando a acusação de que Bolsonaro liderou uma organização criminosa com o intuito de implementar um golpe. O julgamento do núcleo central do caso, que inclui Bolsonaro e outras sete pessoas, deve ocorrer ainda este ano.

Mourão enfatizou que a situação é uma questão interna do Brasil e que a resolução deve ser feita sem a influência externa. A expectativa é que o STF tome uma decisão sobre o caso em breve, enquanto a tensão política continua a aumentar com as declarações de figuras públicas, como Trump, que buscam intervir no debate.

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