- A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar o tráfico internacional de mulheres brasileiras para exploração sexual na Europa.
- As investigações começaram em maio do ano passado, após o relato de uma vítima que retornou ao Brasil.
- As mulheres eram aliciadas por redes sociais e aplicativos, com promessas de altos ganhos financeiros, mas enfrentavam violência e condições degradantes ao chegarem ao exterior.
- Nesta terça-feira, foram cumpridos mandados de prisão e busca em São Paulo e no Distrito Federal, além do bloqueio de R$ 6,6 milhões em bens dos suspeitos.
- O esquema ligava o Distrito Federal à Bélgica, com uma mulher em Planaltina coordenando as atividades criminosas.
Uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira investiga um esquema de tráfico internacional de mulheres brasileiras para exploração sexual na Europa. As investigações, que começaram em maio do ano passado, foram motivadas pelo relato de uma vítima que retornou ao Brasil.
As mulheres eram aliciadas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, com promessas de altos ganhos financeiros. Os criminosos ofereciam passagens aéreas e hospedagem, mas, ao chegarem ao exterior, as vítimas tinham seus documentos retidos e eram submetidas a condições degradantes. As investigações revelaram que as brasileiras enfrentavam violência física e psicológica, além de jornadas exaustivas.
Mandados e Bloqueios
Nesta terça-feira, a PF cumpriu um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal. A operação também resultou no bloqueio de R$ 6,6 milhões em bens dos suspeitos, que podem ser responsabilizados por associação criminosa e tráfico de pessoas. Quatro investigadas foram proibidas de deixar o Brasil.
O esquema de tráfico humano, que ligava o Distrito Federal à Bélgica, foi detalhado em reportagens anteriores. A base dos criminosos estava em Planaltina, onde uma mulher, apontada como operadora da rede, utilizava familiares para coordenar as atividades. As investigações continuam em busca de mais provas sobre o modus operandi da organização criminosa.
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